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Mundo

Otan e UE prometem apoio ao Iraque

Governo iraquiano pede ajuda urgente à aliança militar e ao bloco econômico europeu, para evitar adiamento das eleições.

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Ghasi al-Yawar (e) com Jaap de Hoop Scheffer, da Otan

O presidente do governo de transição do Iraque, Ghasi al-Yawar, encerrou sua viagem à Europa com um apelo à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e à União Européia. "Precisamos de ajuda urgente na formação das forças de segurança. Caso contrário, não podemos garantir que as primeiras eleições livres do país possam ser realizadas, conforme previsto, no final de janeiro de 2005", disse aos embaixadores dos 26 países-membros da Otan, reunidos em Bruxelas.

"Queremos mais ajuda da Otan, para mehorar a capacitação de nossas forças de segurança, principalmente com vistas às eleições de janeiro. Só assim poderemos garantir a segurança dos eleitores iraquianos, para que possam ir às urnas com tranqüilidade e sem medo", disse Ghasi al-Yawar.

Depois de longas discussões, os chefes de Estado e de governo da Otan decidiram em junho passado enviar uma missão para formação das forças armadas iraquianas. Até hoje o países-membros da organização não chegaram a um consenso sobre a abrangência dessa missão, as estruturas de comando e a base de treinamento.

Segundo o secretário-geral da aliança militar, Jaap de Hoop Scheffer, a Otan deveria cumprir o mais rápido possível sua decisão de treinar as forças armadas de Iraque. "É justamente isso que os embaixadores tentam fazer no momento sob a minha coordenação", disse.

Polêmica interna

A França e a Alemanha negam-se a enviar soldados ao Iraque. Além disso, o governo francês não quer que a missão da Otan seja subordinada ao comando das tropas internacionais e, por tabela, às ordens dos Estados Unidos.

Um grupo de 57 oficiais da Otan já se encontra em Bagdá para preparar o terreno e iniciar os primeiros treinamentos. "Esse contingente pode ser ampliado, dependendo da situação da segurança no Iraque", disse o general Karel Hinderlink.

Apesar de pedir uma atuação mais rápida, al-Yawar fez questão de ressaltar que "não há divergência de opiniões. A Otan ainda debate internamente, mas todos os países-membros concordam em apoiar o povo iraquiano", disse.

O encarregado da política exterior da União Européia, Javier Solana, prometeu ajuda econômica e apoio ao "bom amigo" Ghasi al-Yawar na negociação de um eventual perdão da dívida externa do Iraque. Uma delegação da UE encontra-se atualmente em Bagdá para sondagens relativas aos preparativos das eleições.

O secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, advertiu que uma vitória dos terroristas e um adiamento das eleições no Iraque teriam sérias conseqüências "não só para os iraquianos, que já sofrem hoje, e sim para toda a região. Há muita coisa em jogo nessas eleições", disse.

Jawar suspendeu sua viagem à França, para não complicar a situação dos franceses seqüestrados no Iraque. Em Bruxelas, comentou-se que o governo francês está irritado com as declarações do chefe de governo iraquiano, Ajad Allawi, que criticou o presidente Jacques Chirac por suas posições contrárias à guerra.

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