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Mundo

OTAN e Rússia formam aliança antiterror

Os dois ex-inimigos vão se juntar num grêmio novo, no qual a Rússia terá direitos iguais, com exceção do poder veto para bloquear decisões da OTAN, com supremacia militar dos Estados Unidos.

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Ivanov, da Rússia, e Robertson, da OTAN

Três meses depois dos atentados nos Estados Unidos, a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e a Rússia combinaram uma cooperação estreita na luta antiterror e para isso vai ser criado um novo grêmio. A decisão surpreendente foi anunciada pelo secretário-geral da OTAN, George Robertson, após o encontro dos ministros do Exterior dos 19 países da aliança militar transatlântica com o seu colega russo, Igor Ivanov, em Bruxelas, nesta sexta-feira.

Moscou deverá ser tratado, no novo grêmio, em pé de igualdade com os aliados, podendo até tomar decisão em determinados setores. Mas não vai poder bloquear resoluções da aliança transatlântica dominada pelos Estados Unidos, pois não terá o direito de veto. O chanceler russo, Ivanov, esclareceu que o seu país não pretende ser membro da OTAN num futuro próximo. A meta da cooperação é criar um sistema de segurança euro-atlântico, segundo ele.

Os termos da aliança - A cooperação, a efetivar-se no âmbito do futuro grêmio, abrangerá a eliminação de crises, controle de armamentos, não propagação de armas de destruição em massa, sistema regional antimísseis e domínio de calamidades civis.

As relações entre a OTAN e o herdeiro do antigo império soviético se limitaram, até agora, às consultações regulares iniciadas em 1997. O poder de decisão em vista para a Rússia, embora limitado, foi criticado duramente pelos países do antigo bloco comunista no Leste Europeu que já fazem parte da OTAN.

Hungria, Polônia e República Tcheca advertiram contra uma ampliação das competências da Rússia. O secretário-geral da OTAN, ao contrário, acha que uma cooperação mais estreita com Moscou é de importância fundamental para a segurança global. Todos podem lucrar, sem que a OTAN ou a Rússia tenha de abrir mão de seus princípios, segundo Robertson.

Coalizão antiterror - Ivanov esclareceu, em Bruxelas, que o governo russo quer principalmente mais espaço de manobra nas questões de segurança, tanto de interesses próprios quanto da OTAN, mas fora do contexto definido no artigo 5 da ata de fundação da aliança militar.

Ele se referiu com isso à coalizão prevista entre os aliados para revidar ataques a um dos membros da OTAN, como a atual liderada pelos Estados Unidos, em represália aos atentados de 11 de setembro, em Nova York e Washington, atribuídos à organização Al Qaeda, do milionário saudita Osama Bin Laden.