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Mundo

OTAN decide se armar mais contra o terror

Como reação à ameaça do terrorismo internacional, os ministros da Defesa dos 19 países da OTAN concordaram, em Bruxelas, nesta quinta-feira (6), com uma iniciativa para fechar as lacunas militares na luta antiterror.

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Quartel-general da OTAN em Bruxelas

O secretário-geral da aliança militar, George Robertson, e o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, mostraram-se satisfeitos com o consenso dos ministros sobre a necessidade de os aliados aumentarem seus gastos militares. Washington e Bruxelas exigiram isso repetidas vezes.

Até a próxima conferência de cúpula da OTAN em novembro, em Praga, será desenvolvido um novo programa para melhorar as capacidades militares da aliança. As metas concretas, as lacunas a ser fechadas e de que países, assim como o espaço de tempo para isso acontecer deverá ser aprovado pelos chefes de Estados e de governo na capital da República Tcheca.

Uma das metas da nova iniciativa é superar o atraso dos aliados europeus em relação aos Estados Unidos, que mantém sua supremacia na OTAN. Robertson ponderou que a adaptação da aliança transatlântica à nova ameaça de depois de 11 de setembro não vai acontecer de um dia para outro. "Para isso, vamos precisar de muita dedicação e dinheiro", disse o lorde britânico. Robertson elogiou a decisão dos ministros de elaborar um novo programa como base para a OTAN se modernizar e poder enfrentar os novos desafios.

O ministro da Defesa da Alemanha, Rudolf Scharping, também mostrou-se satisfeito com a nova iniciativa, mas ponderou que "não basta fazer um catálogo de deficiências". O mais importante é, segundo o político social-democrata, combinar o tempo, as contribuições e de quais países devem fechar as lacunas na capacidade de ação militar.

Armas de destruição em massa

O aliado americano, Rumsfeld, alertou que os perigos não são de natureza teórica, mas reais. Organizações internacionais de terror estariam trabalhando intensamente para conseguir armas de destruição em massa.

Os ministros concordaram também que os Estados da OTAN estão especialmente ameaçados por armas biológicas e químicas. A aliança apresenta deficiências também nos setores de telecomunicação a longa distância, transporte aéreo, reconhecimento estratégico e estruturas de comando. Todas essas lacunas serão catalogadas nos próximos meses e as medidas para sua superação deverão ser aprovadas em Praga.

EUA gastam mais que os europeus em defesa

A iniciativa será uma versão melhorada do plano aprovado em 1999, que listou 58 deficiências militares. Os Estados Unidos gastam mais de 3,3% do seu Produto Interno Bruto (PIB) com defesa e os países europeus, apenas 1,8%.

O ministro alemão disse que a nova iniciativa não deve implicar, obrigatoriamente, mais gastos do seu país. A Alemanha já forneceu à OTAN nos últimos três anos recursos da ordem de 12 bilhões de euros para aquisição de armas e equipamentos bélicos, o que significa um aumento de 30% em relação ao período de 1995 a 1998. A soma não inclui os custos de 8 bilhões de euros com a aquisição planejada de novos aviões de transporte militar Airbus A400M.