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Mundo

OTAN: apenas medidas para defesa da Turquia

Aliança militar surpreende com rápida decisão sobre envio de equipamentos militares e soldados para proteger a parceira Turquia no caso de uma guerra no Iraque. Secretário-geral Robertson é elogiado por Bush.

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Aviões AWACS de reconhecimento para a segurança da Turquia

A decisão relativamente rápida provocou surpresa nos meios políticos e militares, considerando a hesitação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na semana passada, quando Alemanha, França e Bélgica ainda vetaram uma estratégia de defesa, argumentando que seria o reconhecimento de que a guerra é inevitável.

Após várias horas de negociações, e depois que a própria Turquia formalizou seu pedido de apoio militar – o primeiro havia sido encaminhado pelos Estados Unidos –, os 19 parceiros finalmente haviam decidido (no domingo) limitar sua estratégia a medidas de defesa.

A rapidez com que decidiram, nesta quarta-feira (19), o envio de equipamentos, soldados, mísseis do tipo Patriot e aviões de reconhecimento do tipo AWACS, leva a suspeitar que os planos há muito já estavam prontos. Bastava tirá-los das gavetas. O planos de defesa restringem-se à fronteira da Turquia com o Iraque, região que pode se tornar a frente norte da guerra, no caso de uma invasão do Iraque pelos EUA.

A próxima etapa será o pedido de material aos parceiros, formalizado pelo comando militar da OTAN. Em primeiro lugar, serão os mísseis de defesa antiaérea do tipo Patriot. A Holanda confirmou que enviará três plataformas de lançamento, usando os mísseis que já foram mandados pela Alemanha.

Berlim voltou a salientar, contudo, que não enviará soldados para operar estas baterias. A única concessão feita são soldados para manobrar os aviões de reconhecimento. Caso a Alemanha não arrede pé desta posição, a defesa da Turquia não contará com a tropa alemã de elite especializada em detectar armas químicas, biológicas e nucleares.

Elogios norte-americanos a George Robertson

Na sua visita à Casa Branca, na quarta-feira (19), o secretário-geral da OTAN tomou um banho de elogios do presidente George W. Bush, a quem levou as "boas notícias. "Você representa a aliança mais importante para o nosso país, a OTAN. Gostaria de lhe agradecer por sua capacidade de liderança", disse George W. Bush a Robertson, e concluiu: "Ao manter a aliança unida, você fez um excelente trabalho."

Apesar do clima de amizade, o escocês lembrou que nas últimas semanas a situação tem sido tensa. "As relações transatlânticas foram prejudicadas porque os ânimos no momento andam exaltados, mas ao menos atingimos um consenso (para a defesa da Turquia na OTAN) e só este êxito conta. Foi um sinal importante", ressaltou George Robertson.

Questionado sobre a participação da aliança militar que representa numa eventual guerra contra o Iraque, o secretário-geral foi evasivo. "Se Saddam Hussein cumprir as determinações impostas pela comunidade internacional, não haverá necessidade de intervenção militar. No momento, estamos nos ocupando apenas com a defesa dos parceiros num eventual conflito", terminou Robertson.

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