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Mundo

OTAN anuncia luta longa contra o terrorismo

Secretário-geral da OTAN, George Robertson, ameaça também "tolerância zero" com os terroristas, no encontro dos ministros das Relações Exteriores da aliança militar.

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Coordenador da política externa da União Européia, Javier Solana, defende uma cooperação maior entre a OTAN e a Rússia, no combate ao terrorismo.

Os 19 países-membros da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) se comprometeram com uma luta longa e contínua contra o terrorismo e para isso querem ampliar as capacidades militares da aliança. Numa declaração conjunta, em Bruxelas, nesta quinta-feira, os 19 ministros do Exterior do bloco militar qualificaram o terrorismo como um tormento da humanidade, para o qual não teria justificativa.

Os ministros confirmaram que cada ataque contra um aliado na OTAN será revidado por todos os outros juntos, como foi decidido logo após os atentados de 11 de setembro. O secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, participou do encontro, mas não pediu apoio adicional dos aliados na guerra dos Estados Unidos no Afeganistão.

A OTAN voltou a destacar que os bombardeios não se dirigem contra o Afeganistão nem à população afegã inocente, mas contra os terroristas (Osama bin Laden e seguidores), suas estruturas (Al Qaeda) e quem os protege (talibãs). O secretário-geral da OTAN, o britânico George Robertson, abriu o encontro anunciando uma "tolerância zero" com os terroristas e uma oferta de apoio logístico à ONU na ajuda ao Afeganistão.

A OTAN considera decisiva a reconstrução do país devastado pela guerra civil de 23 anos, secas e os bombardeios americanos que completam dois meses nesta sexta-feira (7), em represália aos atentados de 11 de setembro, atribuídos a bin Laden.

Os chanceleres da OTAN confirmaram a determinação de seus governos para enfrentar o desafio do terrorismo por interesse próprio de segurança. Até agora a OTAN só colocou portos, aeroportos e aviões de reconhecimento AWACS à disposição dos EUA na luta contra o terrorismo no Afeganistão.

Washington só combinou uma cooperação militar mais abrangente com alguns aliados escolhidos. A Grã-Bretanha é o único aliado que participa desde os primeiros bombardeios. A pedido do Pentágono, a Alemanha destacou 3.900 soldados, navios e aviões para apoiar as ações americanas, sobretudo com transportes e atendimento médico. A Itália e a Holanda destacaram contingentes menores para apoio logístico aos EUA.