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Alemanha

Os temores dos alemães

Os problemas econômicos, o medo de perder o emprego e o custo de vida continuam sendo os assuntos que mais afligem os alemães.

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Que medo!


A situação econômica contribui para o medo dos alemães. Este é o resultado de um estudo de longo prazo, iniciado em 1991, e apresentado na quarta-feira (08/09) em Berlim. Baseada nas respostas dadas por duas mil pessoas sobre suas principais preocupações, uma seguradora alemã elabora o "índice do medo" a cada ano. O estudo revela que, depois de anos da aproximação após a queda do Muro, as diferenças entre os alemães do Leste e do Oeste estão agora aumentando novamente. Na ex-Alemanha Oriental, o medo de ficar sem trabalho está mais presente do que nunca. Ali, 50% das pessoas temem a perda do emprego, disse Rita Jakli, porta-voz da seguradora. Esta preocupação é bem menor na parte ocidental da Alemanha, onde apenas 30% dos trabalhadores se sentem inseguros sobre a garantia de emprego. Parecida é a situação em relação ao medo de que os filhos consumam drogas (40% no Leste e apenas 26% na parte ocidental).

Assim, entre as 2,4 mil pessoas interrogadas na Alemanha toda, o medo mais presente é o de perder o trabalho (43%), seguido pelo receio de alta do custo de vida e de um agravamento da situação econômica (também 43%).

Medos pessoais, como a preocupação de precisar de assistência na velhice (39%) ou de adoecer gravemente (34%) assumiram um papel importante. Desde os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, os cidadãos também temem ser vítimas de um ataque terrorista. Já o medo de que a Alemanha seja envolvida numa guerra diminuiu sensivelmente nos últimos anos. O que os alemães acham menos importante, segundo a pesquisa, é uma separação do cônjuge, se bem que o país tem um recorde de divórcios, mencionou Jakli.

Novo fenômeno

Surgiu um novo fenômeno: as mulheres estão cada vez mais medrosas. "É a primeira vez que percebemos uma diferença tão grande entre homens e mulheres", disse ela. Assim, em primeiro lugar na "escala dos temores" da população feminina está a preocupação de que os filhos consumam drogas. A razão para isto supõe-se na discussão intensificada sobre as bebidas ice e no aumento do consumo de maconha.

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