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Cultura

Os Sertões, de Zé Celso: "antítese dos palcos alemães"

Encenação de "Os Sertões" na capital alemã provoca a fúria de diários populares e desencadeia debate sobre o antagonismo entre a estética do Oficina e a tradição européia.

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Cena de 'Os Sertões", sob direção de Zé Celso Martinez Corrêa

"O Brasil é sempre bom para um escândalo, não importa se na Volkswagen ou no Volksbühne. [...] Embora Os Sertões já tenham sido apresentados em 2004 em Recklinghausen, só agora, na capital, é que os alarmes disparam. [...] Com nus e acusação de pornografia. O diário Bild escancara: 'Teatro pornográfico'. O BZ [jornal popular berlinense] estampa em manchete: 'Teatro de sexo com escolares'. [...] O diretor Zé Celso, que foi torturado e exilado durante a ditadura militar, é muito respeitado como artista no Brasil. Ele criou o Teatro Oficina como um projeto social e político. Um teatro cuja estética se alimenta de teatro de rua, carnaval e ópera popular – uma caixa de supresas que tem de tudo para todos. E, pelo que tudo indica, também para os policiais dos bons costumes. [...] De um ponto de vista histórico, a trupe de São Paulo é interessante exatamente por representar de forma aparentemente ingênua e não seguidora de uma tradição iluminista, funcionando para muitos como uma antítese do teatro cínico e depressivo dos palcos alemães."

( Der Tagesspiegel, 16/09/2005)

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