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Economia

Os riscos para a economia

A insegurança do pré-guerra passou, o confronto agora é fato. Se a guerra for rápida, a economia mundial poderá escapar relativamente ilesa. Caso contrário, uma recessão mundial pode ser inevitável.

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Clement, ministro da economia alemão, assegura que o país está preparado

Insegurança é veneno para a economia. Mesmo que haja dinheiro em quantidade suficiente, tanto empresas quanto consumidores contiveram gastos frente à iminência de guerra. Mas nas bolsas, por exemplo, onde o que mais se negocia são esperanças, os índices vêm aumentando desde a primeira bomba.

O Ministro alemão da Economia e do Trabalho, Wolfgang Clement, admite os riscos que a guerra traz consigo, mas avisa que o país está preparado para quaisquer eventualidades. "As conseqüências econômicas de uma guerra são imprevisíveis, mas o importante é permanecer alerta", disse Clement. Segundo ele, o fornecimento de óleo bruto está assegurado e não há motivos para agitação.

Petróleo não deve faltar - Os países produtores de petróleo, principalmente os membros da OPEP, aumentaram sua produção para evitar o aumento incontrolável dos preços e assegurar a demanda da economia internacional. Todos os acordos estabelecidos previamente pelo cartel para limitar a produção foram recentemente suspensos.

Mas, mesmo que o Iraque interrompa totalmente a exportação de petróleo, ainda assim o fornecimento internacional não seria prejudicado, segundo previsões da Agência Internacional de Energia. A Arábia Saudita, que, antes do início da guerra, produzia oito milhões de barris por dia, poderia aumentar sua produção para 10,5 milhões, o que, por si só, cobriria a produção iraquiana.

Além disso, a maioria dos países industrializados possuem reservas de petróleo e até mesmo as refinarias podem recorrer às reservas. No total, só as provisões já somam quatro bilhões de barris. A Alemanha, por exemplo, possui 25 milhões de barris de petróleo, quantidade que assegura o fornecimento por três meses no caso de uma suspensão total das importações ou por um ano no caso de uma redução de 25% das importações.

Estabilidade - Com o fornecimento ou mesmo com o preço do petróleo não há muito que se preocupar. Isso, se os acontecimentos seguirem um curso conforme as regras da economia. E aí é que está o problema. Os cortes nos gastos do Estado propostos pela UE, por exemplo, dificilmente serão mantidos. Os Estados terão que investir para estimular a economia.

O responsável pela Comissão Monetária da UE, o espanhol Pedro Solbes, admite que a guerra representa uma "situação extraordinária" para o pacto de estabilidade da União Européia. Primeiramente, os ministérios das finanças europeus manterão suas políticas de manutenção da estabilidade, mas de olhos abertos para futuros desenvolvimentos.

Em caso de recessão, não será mais possível manter o limite de 3% no déficit orçamentário, uma vez que o núcleo do bloco – Alemanha e França – já ultrapassou tal limite com novos endividamentos.

Desemprego - Segundo o Instituto de Pesquisas da Profissão e do Mercado de Trabalho (IAB), três cenários pós-guerra são possíveis para o mercado de trabalho alemão. Caso a guerra se prolongue por mais de três meses e atrapalhe o fornecimento de petróleo ou haja atentados terroristas, o número de desempregados pode aumentar em até 1,1 milhão em 2003, e suas efeitos serão sentidos ainda em 2004 (395 mil novos casos) e 2005 (224 mil novos casos).

Caso a guerra dure de seis a doze semanas e haja ataques terroristas ou o Iraque destrua unidades de produção de petróleo, a Alemanha teria 450 mil novos desempregados em 2003. Se a guerra terminar em quatro a seis semanas, sem influência na produção mundial de petróleo ou grandes ataques terroristas, o mercado de trabalho terá apenas 100 mil postos a menos.

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