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Eleições 2014

Os principais temas do segundo debate presidencial na TV

Economia foi o assunto mais discutido, com políticas do atual governo como alvo dos demais candidatos. Questões como corrupção, segurança pública e aborto também ganharam destaque.

O segundo debate entre os candidatos à Presidência, promovido por SBT, Folha de S. Paulo, UOL e Jovem Pan, foi transmitido simultaneamente pela TV, internet e rádio. Sete candidatos participaram: Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB), Aécio Neves (PSDB), Pastor Everaldo (PSC), Luciana Genro (PSOL), Eduardo Jorge (PV) e Levy Fidelix (PRTB).

Mais curto que o anterior, o debate desta segunda-feira (01/09) foi marcado para um horário fora do que comumente acontece no país – a ideia era atingir os eleitores que têm que dormir cedo para trabalhar. Durante uma hora e 45 minutos, os candidatos responderam a perguntas dos adversários e também de jornalistas dos veículos participantes.

Política econômica

O empate entre Dilma e Marina, segundo a última pesquisa de intenção de voto, foi destaque. Um jornalista indagou à candidata do PT se ela havia caído nas sondagens devido a uma incapacidade do eleitorado de ver as conquistas do seu governo.

Ao responder, Dilma disse que "a queda é momentânea" e negou a situação de recessão atribuída à economia brasileira. Em resposta, a candidata do PSB disse que Dilma não é capaz de reconhecer os erros. "Ela se elegeu dizendo que ia controlar a inflação", disse Marina, ao citar os números atuais da economia.

No debate, os candidatos tiveram diversas oportunidades de explicar as propostas para a economia. Já no primeiro bloco, Dilma escolheu Marina para falar do tema, citando as propostas contidas no programa de governo do PSB – como 10% do PIB para a Educação, 10% da receita bruta da União para a Saúde e passe livre para estudantes de escola pública – e acusando a rival de não dizer de onde sairá o dinheiro.

Ao responder, Marina diz que assume os compromissos e que o dinheiro vai vir de uma gestão mais eficiente das contas públicas. "Hoje temos desperdício muito grande dos recursos públicos", disse. "Vamos fazer as escolhas corretas."

Também no primeiro bloco, Aécio teve a chance de expor suas ideias e de atacar o governo atual citando o tema da recessão técnica. Em debate com Eduardo Jorge, do PV, ele aproveitou o momento para fazer uma "explicação" do que seria a recessão.

"Um país que não cresce não gera empregos", resumiu. "Infelizmente essa é herança perversa desse governo. O Brasil precisa de um novo ciclo de governo."

Ainda no tema economia, a candidata do PSOL, Luciana Genro, voltou a usar a estratégia já adotada no outro debate de aproximar os três candidatos mais fortes, associando as propostas deles para a política econômica.

"Eles querem seu voto para governar com os mesmos de sempre", falou a candidata. "Os juros consomem todo nosso dinheiro, fazendo com que os bancos lucrem cada vez mais", disse, ao propor uma alíquota de imposto sobre as fortunas no país.

Transparência e corrupção

Outra pergunta de jornalista levou ao debate o tema da transparência, ao questionar Marina sobre a origem do 1,6 milhão de reais recebidos pelas palestras ministradas no ano passado. O repórter queria saber se a cláusula de confidencialidade que impede a divulgação dos nomes das empresas contratantes não seria incoerente com a proposta de "nova política" que ela defende.

Ao responder, Marina disse que é preciso separar a vida pública da vida privada. "Não tenho problema nenhum em divulgar as empresas que me contrataram", disse, ao alegar que fica a cargo das próprias empresas decidir se querem ou não ter o nome divulgado.

Questionados por outro jornalista, Dilma e Aécio tiveram que explicar suas posições – e de seus partidos – sobre casos de corrupção recentes, envolvendo figuras importantes dos dois lados.

Aécio defendeu-se ao dizer que "a marca do PSDB é a austeridade" e colocou nas mãos da Justiça o poder de dar o veredicto final. Ele falou das propostas de "um novo ciclo de governança" que pretende instalar no país. "Todas as denúncias devem ser investigadas."

Dilma, por sua vez, falou do trabalho da Polícia Federal em investigações, atribuindo ao seu governo o fortalecimento da entidade. Ela também mencionou outros mecanismos de combate à corrupção e de promoção da transparência instalados durante seu mandato, como a lei da Ficha Limpa.

Drogas, aborto e direitos dos homossexuais

A descriminalização das drogas foi colocada no debate também por um jornalista. Ele questionou a posição atual do PV, representado por Eduardo Jorge (que defende a descriminalização do aborto e a legalização das drogas) e a que o partido levantava em 2010, quando Marina o representava.

Eduardo Jorge, em resposta, disse que, há quatro anos, a situação do PV era de coligação com Marina, e, por ela ser candidata, não seria possível a legenda defender tais ideias. "Como médico defendo isso há mais de 20 anos", disse.

Marina disse que pessoalmente é contra o aborto, mas disse apoiar a realização de um plebiscito. "Esse debate precisa ser feito com muito cuidado", ponderou. "Não é fácil, envolve questões éticas, filosóficas e espirituais. O que eu quero é fazer o debate é para que a gente possa através de um plebiscito resolver essa questão", disse.

Sobre a mesma temática, Pastor Everaldo fez um discurso em defesa da família tradicional "como está na Constituição" e disse ser contra o aborto: "Sou claro e coerente nas minhas defesas."

Luciana Genro, por sua vez, forçou Marina a responder sobre a polêmica da alteração, em 24 horas, das propostas do partido para a comunidade LGBT. Ela insinuou que a candidata do PSB teria voltado atrás depois de ter sido pressionada pelo pastor Silas Malafaia.

Marina negou as acusações: "A correção foi em função um erro que a equipe do programa fez no processo. Defendemos as liberdades individuais e queremos combater toda e qualquer forma de discriminação a quem quer que seja."

Segurança pública

Outro tema que também ganhou destaque no debate foi o combate à violência e à criminalidade. Questionada por Eduardo Jorge, Dilma teve que explicar por que, depois de 12 anos de governo do PT, a situação nos presídios continua uma "barbárie". Dilma concordou com o candidato e disse que os governos estaduais têm encontrado dificuldade em instalar penitenciárias por resistência dos municípios.

Consultando informações do material de apoio, Dilma falou nos números de investimento no setor e voltou a defender uma mudança constitucional para instituir uma responsabilidade compartilhada entre os governos federal, estadual e municipal.

Pastor Everaldo aproveitou várias das suas chances de participação para abordar a segurança pública. Ele prometeu criar o Ministério de Segurança Pública e integrar as forças de segurança do país.

"Um problema que vamos atacar de imediato é a delinquência nas ruas", disse. "Vamos fazer uma força-tarefa para que esse delinquente que rouba, que mata, que estupra seja severamente punido."

Já Levy Fidelix defendeu a privatização das penitenciárias e a redução da maioridade penal. "Aqueles que praticam a morte com apenas 16 anos têm que ser punidos com maioridade penal reduzida imediatamente."

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