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Mundo

Os grupos jihadistas que atuam no Oriente Médio e na África

Decapitações no Iraque, combates sangrentos na Líbia, sequestros na Nigéria: grupos fundamentalistas como o EI, a Al Qaeda e o Boko Haram espalham o terror pelo mundo árabe e mais além.

A Al Qaeda é considerada a organização-mãe da jihad ("guerra santa" islâmica) global. Seu nome significa "base" ou "fundamento" e sua meta é a instauração de um Estado religioso abrangendo todos os países e territórios muçulmanos. Ela foi a mentora dos atentados de 11 de setembro de 2001.

Desde a morte de Osama bin Laden, em maio de 2011, seu líder é o egípcio Ayman al-Zawahiri. Atualmente, a organização é uma rede informal de células, que agem de maneira basicamente autônoma em diferentes países. Entre elas estão a Al Qaeda do Magrebe Islâmico, que opera principalmente na Argélia, mas também no norte do Mali, e a Al Qaeda do Iêmen, uma fortaleza dos jihadistas.

Jornais árabes têm noticiado sobre contatos entre os regimes da Líbia, Iraque e Iêmen – que renunciaram ou foram depostos pelas revoluções deflagradas desde 2011 – e os subgrupos nacionais da Al Qaeda. Com sua ajuda, os membros dos antigos regimes estariam tentando derrubar os governos atuais e se recolocar no poder.

Estado religioso no Iraque e na Síria

A organização terrorista sunita "Estado Islâmico" (EI) expandiu rapidamente suas bases de poder, tomando o controle de um território transfronteiriço no norte da Síria e do Iraque. Suas metas já estão explícitas no próprio nome: embora originalmente denominado Estado Islâmico do Iraque e do Levante, o EI suspendeu essa limitação geográfica, e suas pretensões de poder não conhecem mais fronteiras.

Formado no Iraque a partir de um braço da Al Qaeda, o EI é considerado ainda mais radical do que ela. Consta que seja financiado, em primeira linha, por doações privadas do Catar e da Arábia Saudita, dois estados do Golfo Pérsico. Outras fontes de financiamento são os campos de petróleo no norte da Síria, assim como extorsões sistemáticas.

Islamischer Staat Fahne

Simpatizantes do "Estado Islâmico" em Mossul, Iraque

Especialistas estimam que o grupo fundamentalista conte com cerca de 10 mil guerrilheiros em suas alas, engrossadas pela discriminação da minoria sunita no Iraque, além de numerosos combatentes religiosos e convertidos estrangeiros. O EI é alvo de execração internacional devido a práticas como a perseguição e execução de "infiéis" por apedrejamento ou decapitação nos territórios que domina. Ao mesmo tempo, continua atraindo ativistas de todo o mundo com a divulgação pela internet dos vídeos de suas lutas.

A Frente al-Nusra é considerada um braço oficial da Al Qaeda. Seu nome significa "frente de apoio para o povo sírio". Fundada no segundo semestre de 2011, é considerada um dos principais grupos rebeldes da Síria. Ela está mais presente no norte do país, e o número de seus integrantes é calculado entre 5 mil e 7 mil. De seus fins declarados consta a fundação de um Estado islâmico na Síria e, subsequentemente, em todo o Levante (países do Mediterrâneo Leste).

Ideologicamente, a Frente al-Nusra e o "Estado Islâmico" só se diferenciam ligeiramente, por suas pretensões de poder distintas. Enquanto o EI reivindica um território internacional, a Frente se restringe à Síria e partes do Iraque. Em agosto de 2014, ela sequestrou cerca de 40 soldados das tropas de paz da ONU nas Colinas de Golã.

Terrorismo islâmico na África

A Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) foi fundada em 1998 sob o nome "Grupo Salafista para Pregação e Combate", o qual, por sua vez, fora criado no início dos anos 1990 no contexto da guerra civil argelina. Em 2007 adotou seu nome atual, caracterizando-se como subgrupo da Al Qaeda no Norte da África. A AQMI tornou-se notória por diversos sequestros de turistas ocidentais na Argélia, além de uma série de atentados no país e na Tunísia.

Um ramo seu invadiu em janeiro de 2013 um campo de gás natural em Amenas, sudeste da Argélia, fazendo numerosos reféns, dos quais

quase 40 foram mortos durante a tentativa de libertação por militares argelinos

. A AQMI tem também ligações estreitas com grupos terroristas na Líbia e no Mali.

Nigeria Protest Boko Haram Entführung 26.5.2014

Sequestros do Boko Haram provocaram indgnação internacional

Ansar al-Sharia (Adeptos da Lei Islâmica) é o nome dado a diversas organizações na Líbia e na Tunísia, que possuem também grupos menores em muitos Estados do Oriente Médio e do Norte Africano. Nessas regiões, sua meta é impor a sharia, a lei tradicional islâmica.

O principal reduto da Ansar al-Sharia é a cidade portuária líbia de Bengasi, onde ela é responsabilizada pelo atentado ao consulado dos Estados Unidos, em 11 de setembro de 2012. Nele foram mortas quatro pessoas, inclusive o embaixador americano na Líbia John Christopher Stevens. A Ansar al-Sharia refuta as acusações de estar ligada à Al Qaeda.

O nome da organização terrorista Boko Haram significa, aproximadamente, "educação ocidental é pecado". Ela combate no norte da Nigéria, que tem maioria muçulmana, em nome da introdução da sharia em todo o país. A Organização despertou atenção internacional com uma recente série de sequestros em massa.

A grande pobreza e o desemprego no norte da Nigéria facilitam ao Boko Haram o recrutamento de novos guerrilheiros. As forças de segurança nigerianas não estão à altura de enfrentar os terroristas fortemente armados. Desde 2003 eles já fizeram milhares de vítimas em atentados contra instalações de segurança, instituições públicas, igrejas e escolas.

Somente nos primeiros quatro meses de 2014 houve cerca de 2 mil mortes em atentados perpetrados pelo Boko Haram. Em abril, o grupo sequestrou mais de 300 alunas de uma escola cristã no norte do país, parte das quais se encontra até hoje em seu poder.

A Ansar Dine (Adeptos da religião) é uma organização terrorista malinesa com ligações distantes à Al Qaeda. Ela se formou nos anos 1990 durante uma rebelião dos tuaregues. Além de querer a independência dessa etnia (os quais, no entanto, só representa em parte), o grupo luta pela introdução da sharia e pelo caráter islâmico dos territórios que ocupa.

somalia milizen al-shabaab, al-shabab mogadischu

Milícias do Al Shabaab espalham terror no Chifre da África

No início de 2012, juntamente com militantes de outras organizações, o Ansar Dine atacou instituições do governo malinês no norte do país. A ocupação só pôde ser terminada com a mobilização maciça das Forças Armadas francesas. Em meados do mesmo ano, o grupo destruiu o mausoléu de Sidi Mahmud Ben Amar, em Timbuktu, declarado Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco.

A milícia radical islâmica Al Shabaab (A juventude) foi criada entre 2004 e 2006 na Somália, que na época já se encontrava em guerra civil há cerca de 15 anos. O grupo luta por um Estado religioso no Chifre da África. Sua ideologia fundamentalista não reconhece fronteiras nacionais.

Hoje, ela realiza atentados por todo o Leste Africano. Na capital do Quênia, Nairóbi, um ataque seu contra um centro comercial em setembro de 2013 matou mais de 60 pessoas. O Al Shabaab controla vastas áreas do centro e sul somalianos. Seus líderes afirmam cooperar com a Al Qaeda no treinamento dos milicianos. Além disso, o grupo tem conexões com os fundamentalistas islâmicos do Boko Haram.

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