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Mundo

Oriente Médio afeta relações entre EUA e UE

Em visita de quatro dias a Washington, o ministro do Exterior da Alemanha, Joschka Fischer, constatou divergências entre a União Européia e os Estados Unidos sobre o Oriente Médio.

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Joschka Fischer (e) discute diferenças sobre o Oriente Médio com Colin Powell

Ao retornar agora à Alemanha, o político do Partido Verde manifestou, todavia, a esperança de que com a iminente visita do presidente americano, George W. Bush, a Berlim, Paris e Roma, comece um diálogo profundo sobre a cooperação entre Washington e a comunidade de 15 países. O discurso que Bush vai pronunciar no Parlamento em Berlim, no próximo dia 22, está sendo esperado com grande expectativa.

A princípio, Fischer quer que a UE apóie com determinação a política americana para o Oriente Médio, a fim de encontrar uma solução política para o conflito entre Israel e os palestinos. Ele não mencionou os pontos divergentes entre Bruxelas e Washington, mas se declarou preocupado e destacou que a amizade teuto-americana sofre de percepções diferentes.

"Constata-se que exatamente no que diz respeito ao conflito no Oriente Médio existe diferença de percepção, tanto na mídia, quanto na opinião pública e também no Congresso americano", declarou o político alemão. Ele disse ter observado evoluções no meio político americano depois da recente onda de anti-semitismo na Europa, com atentados contra sinagogas e ataques a judeus na França, Grã-Bretanha, Alemanha e outras nações européias. O anti-semitismo na Europa e seus efeitos políticos nos EUA têm de ser combatidos e trabalhados, segundo Fischer, para evitar que se abra um abismo.

O chefe da diplomacia alemã não poupou elogios à recente missão do secretário de Estado americano, Colin Powell, no Oriente Médio, que terminou sem resultado concreto. Na sua opinião, o seu colega americano não fracassou. Pelo contrário, teria contribuído para o surgimento de uma luz ao fim do túnel. Os indícios seriam a suspensão do isolamento do presidente palestino, Yassir Arafat, imposto por Israel, e a conferência internacional de paz para o Oriente Médio anunciada agora por Powell. O governo do premier israelense, Ariel Sharon, reagiu com reserva à conferência que os EUA, União Européia, ONU e Rússia decidiram começar a preparar na próxima semana.