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Mundo

Organizações humanitárias preparam-se para guerra

Caso ocorra uma guerra no Iraque, a ajuda humanitária imediata é imprescindível. Por isso, diversas organizações, as alemãs entre elas, preparam-se para prestar os primeiros-socorros à população civil.

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ONGs querem proteger a população

Além do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e da Cruz Vermelha Internacional, outras organizações não-governamentais estão se mobilizando frente à iminência de uma guerra no Iraque. A situação não é de todo desconhecida. Desde a Guerra do Golfo, muitas ONGs ainda mantêm projetos na região, como a católica Caritas, que em 14 centros instalados no Iraque atende mulheres grávidas e crianças, fornecendo alimentação e medicamentos.

"A Caritas no Iraque decidiu que esses 14 centros serão incluídos na nossa estratégia de ação humanitária em caso de guerra no país. E para isto os nossos funcionários precisavam ser instruídos. Em cada centro temos médicos, enfermeiras e assistentes sociais. Todos já fizeram um curso de uma semana sobre medicina de guerra, para tratar dos feridos, especialmente vítimas de bombas", explicou Karl Amman, da Caritas alemã, que esteve em meados de janeiro em Bagdá para coordenar os preparativos.

As medidas incluem também a logística, como o armazenamento de medicamentos, camas e macas e a instalação de geradores para garantir energia elétrica nesses centros. Muitas organizações, entretanto, não se restringem apenas ao Iraque. A Diakonie Katastrophenhilfe, ligada à Igreja Luterana, e a Action By Churches Together, uma aliança de entidades assistenciais cristãs, elaboraram um plano de ação conjunto nos países vizinhos.

Além fronteiras

"Montamos um escritório em Amman (Jordânia) para coordenar os serviços de ajuda humanitária. Na Jordânia, Síria e Israel estamos comprando e armazenando artigos de higiene, remédios, barracas, colchões e recipientes para guardar água", revelou Cornelia Füllkrug-Weitzel, diretora da organização luterana.

A maioria dos produtos básicos pode ser adquirida na região, inclusive no Iraque, dispensando longas rotas de transporte. Tal procedimento, segundo especialistas, também aumenta a aceitação e a credibilidade do trabalho dessas organizações.

Um aspecto que ainda preocupa é a disposição dos países vizinhos em receber refugiados. De acordo com um relatório das Nações Unidas, a guerra no Iraque irá causar a evasão de cerca de 1,5 milhão de pessoas e a estimativa é de que a maioria procure abrigo no Irã ou Turquia, já que o acesso para outras fronteiras está parcialmente comprometido pelas minas terrestres ainda existentes de guerras anteriores.

Elogios e temores

O português Antonio Vitorino, comissário da União Européia, revelou que, em caso de uma guerra no Iraque, a UE irá destinar 242 milhões de euros de ajuda imediata aos refugiados na região. Ele elogiou a atuação das ONGs e admitiu que a verba, a longo prazo, não será suficiente e terá que ser reforçada.

A Ação Agrária Alemã, por sua vez, teme que os exercícios militares no Iraque sejam atrelados e confundidos com o trabalho de ajuda humanitária. Isto porque os soldados americanos estacionados na região receberam autorização para dividir sua ração diária com refugiados. Além disso, um departamento das Forças Armadas dos Estados Unidos, que coordena ações humanitárias, exigiu que as organizações de ajuda desenvolvam com eles um trabalho conjunto.

"Ajuda humanitária é prestada de forma independente da postura política dos governos e deve ser executada, em primeiro plano, por organizações que já atuam nesta área", frisou Ingeborg Schäuble, presidente da Ação Agrária Alemã.

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