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Mundo

Organizações ajudam Congo a se preparar para eleições

ONGs alemãs trabalham há décadas no Congo. Uma de suas maiores tarefas é preparar a população para as eleições que se aproximam. DW-WORLD conversou com o diretor da Caritas congolesa, Bruno Miteyo.

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População do Congo se prepara para eleições

Pelo menos metade das 60 milhões de habitantes da República Democrática do Congo são católicas, e a Igreja tem um poder de influência muito grande na nação, cujo tamanho equivale ao da Europa Ocidental. A organização católica alemã Caritas vem atuando no país africano desde 1994. Bruni Miteyo dirige a filial do grupo em Kinshasa.

DW-WORLD: No domingo (30/07), Congo terá sua primeira eleição em mais de 40 anos. Como a Caritas e outras organizações de ajuda católicas têm auxiliado as pessoas a se prepararem para o pleito?

Bruno Miteyo: O trabalho da Caritas é o trabalho da Igreja. Nossa Conferência dos Bispos no Congo decidiu treinar e educar as pessoas no espírito de transição e acompanhá-las nesta eleição. Nos últimos dois anos, nós estamos atuando em todo o país. A Igreja Católica é muito popular aqui. Nós temos paróquias, igrejas e muitas diferentes comunidades. Nós temos treinado as pessoas a como participar destas eleições, o que fazer e, agora, estamos quase no fim deste período transitório. Agora as eleições estão chegando.

E quanto ao trabalho humanitário?

Schulbau in Kongo

Milhares de congoleses perderam suas casas na última década

Nós trabalhamos especialmente na área de medidas de emergência. Nós somos um país africano que enfrentou uma grande catástrofe. Durante os últimos dez anos, 3,8 milhões de pessoas morreram por causa da guerra e da intolerância. Mais de 2,5 milhões estão internamente deslocadas, correndo pelo país sem ter nada. Então, a Caritas e outras organizações tentam dar a elas suporte, comida e remédios para lhes conceder um pequeno senso de dignidade.

A Igreja Católica tem uma presença extensiva na República Democrática do Congo. Como a Caritas se beneficia da infra-estrutura da Igreja?

A Igreja Católica esteve envolvida em toda a infra-estrutura que diz respeito à saúde, escolas e pequenas fábricas. Mas agora, muito disso foi destruído pela guerra.

O mínimo de infra-estrutura que pode se encontrar no país vem da Igreja Católica. Nós hoje temos mais de mil observadores para a eleição espalhados pelo país. Eles podem se beneficiar desta infra-estrutura. E a população sabe que o pequeno suporte que pode ser dado vem da Igreja Católica.

Kämpfe in Kongo

Cansado de guerra, o país busca a democracia

A Igreja Católica no Congo criticou os preparativos eleitorais na semana passada, citando o temor da manipulação. Qual a sua impressão do sentimento entre as pessoas com relação ao pleito de domingo?

Em primeiro lugar, todo mundo gostaria de votar. Não há nenhuma pessoa neste país que não queira participar. É um desejo de todos. Há o sentimento, no entanto, de que estamos indo para estas eleições, mas não vemos claramente para onde estamos indo. Por isso a Conferência dos Bispos disse que é preciso haver um mínimo de condições para este processo.

Que tipo de condições? Precisamos de transparência. Temos que esclarecer algumas coisas que ainda não estão claras. Precisamos ir para o pleito com as pessoas sentindo que estão enfrentando um grande desafio para obter democracia, para ter líderes que vão guiar as pessoas, que irão estabelecer um bom governo. Mas há algo que ainda não está claro, e precisamos mudar isto.

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