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Mundo

Organização da Conferência Islâmica suspende a Síria

Confrontos sangrentos entre tropas do presidente Assad e rebeldes levam países islâmicos a punir a Síria e exigir o fim imediato da violência. ONU calcula que 2,5 milhões de sírios precisam de assistência.

O mundo islâmico vem estabelecendo uma distância cada vez maior do regime de Bashar al-Assad. Diante da contínua violência na Síria, a Organização da Conferência Islâmica (OIC) suspendeu temporariamente a participação do país no órgão. O conflito no país também vem aumentando a tensão no vizinho Líbano, fazendo com que cinco monarquias árabes do Golfo Pérsico convocassem seus cidadãos a deixar o país.

De acordo com comunicado divulgado após o encontro extraordinário em Meca, nesta quarta-feira (15/08), os integrantes da OIC afirmaram estar de acordo com a urgência em suspender a Síria, ressaltando que a violência no país precisa parar "imediatamente".

O secretário-geral da OIC, Ekmeleddin Ihsanoglu, afirmou que a decisão da organização é uma dura mensagem do mundo islâmico ao regime sírio. Segundo ele, um país que massacra seu povo e usa aviões, tanques e artilharia pesada contra a população civil não pode ser aceito pelos países-membros. A suspensão da Síria já havia sido solicitada pelos ministros do Exterior dos países árabes na última segunda-feira.

Dos 47 integrantes da organização, apenas o Irã, aliado de Assad, e a Argélia rejeitaram a suspensão. A Liga Árabe e a maioria de seus membros já tinham rompido com o regime Assad em novembro do ano passado. Arábia Saudita, Qatar, Jordânia e Turquia apoiam os rebeldes sírios.

Os Estados Unidos elogiaram a suspensão e afirmaram que a decisão mostra o crescente isolamento internacional de Assad.

Fim da missão da ONU

A chefe de Assuntos Humanitários da ONU, Valerie Amos, disse nesta quinta-feira (16/08) que cerca de 2,5 milhões de pessoas precisam de ajuda na Síria, resultado dos confrontos entre tropas leais ao governo de Damasco e os rebeldes, que já duram 17 meses.

"Em março nós tínhamos estimado que 1 milhão de pessoas precisava de ajuda. Agora, cerca de 2,5 milhões necessitam de assistência e estamos trabalhando para renovar nossos planos e nossas necessidades de financiamento", disse Amos.

A missão dos observadores das Nações Unidas em território sírio deve terminar no próximo domingo (19/08) e não há expectativas de que ela seja novamente prolongada. Os cerca de 300 observadores desarmados iniciaram seus trabalhos em abril e tiveram grandes dificuldades desde o início. Dois meses depois, a missão chegou a ser suspensa por conta da crescente violência na Síria.

Segundo cálculos da ONU, pelo menos 17 mil pessoas morreram desde o começo dos conflitos na Síria, em março do ano passado. Grupos da oposição falam em 20 mil mortos.

MSB/afp/dpa
Revisão: Alexandre Schossler

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