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América Latina

Opositor é assassinado na Venezuela

A poucos dias das eleições parlamentares, dirigente da Mesa da Unidade Democrática é atingido por tiro durante comício eleitoral. Oposição pede investigação independente e punição para os culpados.

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Estudantes protestam em Caracas por mudança no governo

Às vésperas das eleições parlamentares na Venezuela, um dirigente local da aliança de partidos da oposição Mesa da Unidade Democrática (MUD) foi assassinado nesta quarta-feira (25/11), durante um comício na cidade de Altagracia de Orituco, no norte do país.

Luis Manuel Díaz, secretário-geral do partido Ação Democrática (AD), morreu ao ser atingido por um tiro disparado de um carro em movimento, enquanto participava de um comício ao lado de Lilian Tintori, esposa do líder opositor

Leopoldo López, que foi condenado a 14 anos de prisão

.

"Exigimos uma investigação imediata, profunda, profissional e independente, além da punição para os culpados", disse em comunicado a MUD, da qual o AD faz parte. A oposição condenou ainda a morte do dirigente e acusou o governo de "promover e justificar a violência".

Na nota, a MUD pediu à Organização dos Estados Americanos (OEA), à ONU, à União Europeia e à União de Nações Sul-Americanas (Unasul) que exijam que o governo venezuelano e o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) "rejeitem publicamente o uso de violência como arma política".

Eleição inflamada

Partidos de oposição se uniram na MUD para tentar romper a hegemonia do governo nas eleições parlamentares do dia 6 de dezembro. Pesquisas recentes mostraram que a oposição tem grandes chances de conquistar esse objetivo, o que aumentou os temores de conflito no país onde a política é muitas vezes volátil.

A oposição denunciou nos últimos dias, pelo menos três ataques durante eventos da campanha eleitoral e culpou o governista PSUV pelos incidentes.

No último fim de semana, uma caravana da oposição foi atacada por indivíduos encapuzados durante a campanha eleitoral em Caracas. Segundo políticos que participavam do evento, o ataque teria sido realizado por simpatizantes do governo.

Tintori disse também que sofreu dois ataques em Altagracia de Orituco na quarta-feira. A oposicionista não revelou detalhes dos incidentes. O ex-candidato a presidente Henrique Capriles e o candidato Miguel Pizarro também alegam ter sido vítimas de violência promovida por supostos partidários do governo.

CN/rtr/efe

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