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Mundo

Oposição vence eleições parlamentares na Dinamarca

Populistas dão salto eleitoral com agenda anti-imigração e garantem maioria dos assentos para coalizão de centro-direita. Com derrota, premiê Thorning-Schmidt renúncia ao cargo e à liderança do Partido Social-Democrta.

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A ainda primeira-ministra da Dinamarca, Helle Thorning-Schmidt, e o líder da oposição Lars Lokke Rasmussen

Nas eleições parlamentares na Dinamarca, realizadas nesta quinta-feira (18/06), a primeira-ministra Helle Thorning-Schmidt acabou sendo derrotada pelo desafiante Lars Lokke Rasmussen. Com 26,3% dos votos, os social-democratas da premiê seguem como a legenda partidária mais forte na Dinamarca.

No entanto, após a contagem de quase todos os votos, coligação de governo centro-esquerdista recebeu 85 assentos – surpreendentemente atrás do bloco de centro-direita liderado por Rasmussen, que enviará ao menos 90 deputados ao Parlamento unicameral do país. Logo após reconhecer a derrota, Thorning-Schmidt anunciou que apresentará sua renúncia da posição de chefe de governo e que se demitiu do cargo de líder do Partido Social-Democrata.

Esses números ainda não incluem os quatro assentos atribuídos aos territórios autônomos da Groenlândia e das Ilhas Faroe, onde as seções eleitorais seguem abertas. A diferença de horário atrasa a contagem dos votos.

Apesar da vitória eleitoral, o partido liberal Venstre de Rasmussen sofreu perdas significativas. A legenda perdeu 13 assentos no Parlamento e é com 19,4% dos votos apenas o terceiro partido mais votado na Dinamarca. No entanto, os populistas de direita podem mais do que compensar, pois o Partido do Povo Dinamarquês emergiu como a segunda força no país e assegurou 21% dos votos na eleição parlamentar.

"Este é um dia especial, muito fantástico", comemorou o líder dos populistas de direita, Kristian Dahl Thulesen. Em pesquisas pré-eleitorais e de acordo com prognósticos iniciais logo após o fechamento das urnas, o cenário previsto era de uma corrida eleitoral completamente acirrada.

Há quatro anos, Thorning-Schmidt foi a primeira mulher a se tornar chefe de governo na Dinamarca. Por fim, ela governou com uma coalizão de social-democratas e social-liberais. Ela inclusive ostenta uma maior popularidade entre a população dinamarquesa do que Rasmussen, que esteve envolvido em escândalos de despesas públicas.

Asilo e imigração dominam debate político

Thorning-Schmidt montou a campanha eleitoral em cima dos sucessos econômicos de seu governo, lembrando a geração de empregos e a recuperação sólida das finanças do país. Mas, no fim das contas, o foco esteve nas discussões sobre subsídios de desemprego, a luta contra a criminalidade e o perpétuo tema sobre os estrangeiros.

Tanto a social-democrata Thorning-Schmidt, como o ex-primeiro-ministro Rasmussen prometeram aos dinamarqueses agir com mão firme na questão dos refugiados. "Aqueles que vêm para Dinamarca, precisam trabalhar", afirmou a chefe de governo, enquanto o desafiante liberal anunciou que pretende travar o afluxo de refugiados com uma reforma do asilo.

Já os populistas de direta do Partido do Povo Dinamarquês prometeram na campanha eleitoral a suspensão completa de asilo e a reintrodução de controles nas fronteiras.

Com a derrota, Thorning-Schmidt anunciou que apresentará sua renúncia da posição de chefe de governo e que se demitiu do cargo de líder do Partido Social-Democrata. "Decidi pedir demissão e, portanto, nosso partido tem agora de encontrar um novo líder. Amanhã vou à rainha e dizer a ela que o governo está renunciando ao cargo", disse, acrescentando que agora cabe a Ramussen tentar formar um novo governo.

"Ter liderança consiste em se aposentar na hora certa, que é agora", disse à imprensa nas dependências de seu partido no Parlamento dinamarquês.

PV/afp/dpa/rtr/efe

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