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Alemanha

Oposição quer cabeça de Eichel

Ministro admite perante CPI da "fraude eleitoral" que já sabia meses antes da eleição da evolução dramática do orçamento da Alemanha. Rechaça, porém, ter mentido à nação por manobra eleitoral.

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Ministro das Finanças (de costas) depõe perante CPI

A oposição considerou-se plenamente confirmada, após o depoimento de cinco horas do ministro das Finanças, Hans Eichel, perante a CPI que investiga se o governo mentiu sobre a situação financeira da Alemanha durante a campanha para as eleições de setembro do ano passado. Para o representante da União Democrata-Cristã (CDU) na comissão, Peter Altmaier, Eichel mentiu conscientemente para iludir a população, tendo deixado assim de merecer qualquer confiança. "Eichel deveria tirar as conseqüências", exigiu.

Questão de interpretação

Eichel confirmou já ter sido alertado em julho por altos funcionário de seu ministério tanto para a possibilidade de a Alemanha ultrapassar o limite máximo de 3% para o déficit orçamentário estabelecido pelo Pacto de Estabilidade da União Européia, quanto para um provável rombo nas arrecadações. No entanto, argumentou o ministro, os dados não seriam suficientes para uma avaliação abalizada do desenvolvimento da situação, o que só foi possível em outubro, ou seja, após as eleições.

Além do mais, a questão central não seriam os fatos de que o governo tem conhecimento e sim sua interpretação. Seria irresponsável de um "ministro da maior economia nacional da UE" tornar públicos sem um fundamento sólido dados que podem contribuir para deteriorar o clima econômico do país.

Dieter Wiefelspütz, representante dos social-democratas na CPI, atestou ao ministro um depoimento convincente e competente, que teria contribuído para desmascarar a acusação de fraude eleitoral da oposição, avaliação compartilhada pelo representante do Partido Verde, Jerzy Montag. Para ambos, a CPI nada mais é do que uma "campanha difamatória" da oposição, que "só custa tempo e dinheiro".

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