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Mundo

Oposição nacionalista rejeita coalizão com partido do governo na Turquia

Negociações para formação de governo entre o partido do presidente Erdogan e a oposição nacionalista fracassam e abrem possibilidade para novas eleições na Turquia.

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Devlet Bahceli (à esquerda) e Ahmet Davutoglu (à direita) se reuniram por mais de duas horas

A oposição nacionalista na Turquia rejeitou nesta segunda-feira (17/08) formar uma coalizão de governo com o Partido pela Justiça e Desenvolvimento (AKP), do presidente Recep Tayyip Erdogan. O gesto frustra as tentativas de Ancara de acabar com o cenário de impasse político no país desde as últimas eleições legislativas em junho, quando o governo perdeu a maioria absoluta no parlamento.

Depois de se reunir com Devlet Bahceli, líder do Partido do Movimento Nacionalista (MHP, na sigla em turco), o primeiro-ministro Ahmet Davutoglu afirmou que os dois lados não foram capazes de chegar a um consenso.

"Não foi possível concretizar nenhuma das opções que eu tinha em mente durante a reunião de hoje com Bahceli", afirmou o premiê. "O atual estado das coisas não aponta para a possibilidade de uma coalizão."

Em comunicado, o líder dos nacionalistas afirmou que a probabilidade de formação de uma coalizão "diminuiu significativamente". "A Turquia está diante de uma repetição das eleições de 7 de junho", disse Bahceli. O político ressaltou que o partido nacionalista não vê uma nova eleição "de forma positiva."

Diante do fracasso das negociações com o AKP, o premiê turco afirmou que vai consultar lideranças do seu partido e o presidente Erdogan sobre os próximos passos a serem tomados.

Novas eleições

A ruptura no diálogo com os nacionalistas turcos aumenta as chances de criação de um gabinete interino multipartidário e a realização de novas eleições em novembro.

O prazo de 45 dias para a formação de uma coalizão de governo expira neste domingo. Se o prazo não for cumprido, Erdogan poderá dissolver o gabinete de Davutoglu e convocar um novo pleito, como previsto na Constituição turca. Até a realização das eleições, o poder seria compartilhado entre os quatro partidos representados no parlamento.

Altos membros do AKP esperavam que os nacionalistas rejeitassem esse cenário diante da possibilidade de o partido pró-curdo HDP (Partido Democrático dos Povos) ocupar cargos em um governo, mesmo que provisório.

O impasse ocorre em meio aos ataques da Turquia a extremistas do grupo "Estado Islâmico" (EI) e a militantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

KG/rtr/dpa

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