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Mundo

Oposição exige explicações sobre Plano B de Varoufakis

Ex-ministro das Finanças planejou criação de sistema bancário paralelo para ser usado caso os bancos gregos fossem fechados, revela jornal. Varoufakis nega que a ideia incluísse piratear informações dos contribuintes.

Partidos de oposição da Grécia exigiram nesta segunda-feira (27/07) respostas do governo sobre um possível plano B secreto para criar um sistema bancário paralelo caso os bancos do país fosse obrigados a fechar por falta de liquidez. O mentor do plano seria o ex-ministro das Finanças Yanis Varoufakis.

Neste domingo,

o jornal grego Kathimerini informou

que a ideia foi exposta pelo próprio Varoufakis durante uma teleconferência com integrantes de fundos de hedge em 16 de julho, ou dez dias depois de deixar o cargo de ministro das Finanças.

O ex-ministro contou que foi autorizado em dezembro de 2014 pelo então candidato Alexis Tsipras a elaborar um plano B, mas que o plano não foi posto em prática quando os bancos foram, de fato, fechados, em 29 de junho.

Segundo o jornal, o plano envolvia piratear informações dos contribuintes, como o número do cadastro no sistema de impostos e as respectivas senhas. Varoufakis negou essa informação. "Então eu iria piratear as informações fiscais dos cidadãos gregos? Estou impressionado com as fantasias dos meus detratores", escreveu no Twitter.

A transcrição das declarações de Varoufakis mostra que ele fala em invadir de forma ilegal o sistema de informática do seu próprio ministério para copiar o código-fonte do site do sistema fiscal e, assim, poder trabalhar num sistema bancário paralelo.

Durante o teleconferência, Varoufakis explica que a ideia era criar um sistema bancário paralelo. Assim, se os bancos fossem fechados pela "ação agressiva" do Banco Central Europeu, "teríamos espaço para respirar". "Isso estava muito bem desenvolvido e teria feito uma enorme diferença".

O plano previa invadir o site da autoridade fiscal grega, que, segundo ele, era comandado na prática pela troica (FMI, Banco Central Europeu e Comissão Europeia). No site, os cidadãos usam seus números de cadastro fiscal para transferir dinheiro de bancos e fazer pagamentos de impostos ao Estado.

A ideia, segundo o ex-ministro, era criar contas secretas, associadas a cada número de cadastro, e usar esse sistema bancário paralelo, com novas senhas, para transações caso os bancos fossem forçados a fechar. O sistema funcionaria com o euro, mas poderia ser convertido para o dracma se necessário.

Segundo o Kathimerini, Varoufakis trabalhou com uma equipe pequena, mas a execução do plano necessitaria ao menos mil pessoas, o que seria uma das dificuldades.

"As revelações que estão sendo divulgadas suscitam importantes questões políticas, econômicas e morais para o governo e necessitam de um exame profundo", afirma o comunicado conjunto da legenda de centro-direita Nova Democracia, do centrista To Potami e do socialista Pasok, que apoiaram Tsipras na aprovação do pacote de reformas neste mês.

O ministro-adjunto das Finanças, Dimitris Mardas, afirmou que a proposta nunca foi discutida pelo governo. "Tais discussões nunca tiveram lugar a nível político de governo", afirmou Mardas para a emissora de TV Skai.

Em entrevista ao jornal britânico Telegraph nesta segunda-feira, Varoufakis afirma que as citações da reportagem estão precisas, mas nega que teria defendido o retorno do dracma. "Elas distorcem totalmente o meu propósito de querer uma liquidez paralela. Eu sempre fui contra o desmantelamento do euro porque nunca sabemos o que as forças obscuras podem desencadear na Europa", afirmou o ex-ministro.

FC/dpa/rtr/afp

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