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Mundo

Oposição exige demissão de ministro indiscreto

EUA desmentem notícia atribuída ao ministro alemão da Defesa sobre uma ampliação da luta antiterror para a Somália. Alegando que Rudolf Scharping ridicularizou a Alemanha, líder oposicionista exige sua demissão.

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Rudolf Scharping com a namorada, a condessa Kristina Pilati

O ministro alemão da Defesa da Alemanha, Rudolf Scharping, está de novo sob fogo cruzado de críticas, porque teria anunciado uma ampliação da guerra dos Estados Unidos contra o terrorismo para a Somália. O secretário da Defesa americano, Donald Rumsfeld, desmentiu como falsa e absurda a notícia de uma ação antiterror no país africano, em Washington, nesta quinta-feira. O presidente da União Social-Cristã (CSU) e governador da Baviera, Edmund Stoiber, reagiu com indignação e exigiu a demissão do ministro. Stoiber acusou Scharping de ter ridicularizado a Alemanha com a indiscrição.

O governo do chanceler federal, Gerhard Schröder, rechaçou a exigência de demissão do ministro. O chefe de governo disse saber que Scharping não disse o que está sendo atribuído a ele. Um porta-voz do Ministério da Defesa em Berlim negou que Scharping tenha participado de especulações sobre operações militares na Somália.

As agências de notícias divulgaram na quarta-feira que uma fonte do governo alemão teria informado que, depois do Afeganistão a questão agora não seria mais se os EUA estenderiam a luta antiterror para a Somália, mas sim "como" e "quando". O jornal Financial Times Deutschland, revela nesta quinta-feira que Scharping é a fonte alemã que fez a revelação na véspera, à margem da reunião com os seus 18 colegas da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), em Bruxelas.

Indiscreção - É a segunda vez em 2001 que a oposição conservadora exige a demissão do ministro da Defesa. As pressões para que Scharping renunciasse ou fosse demitido cessaram com os atentados de 11 de setembro. Um dos motivos foi uma indiscrição. Ele revelou, numa entrevista coletiva, o roteiro que fariam os soldados alemães na transferência de Kosovo para a Macedônia, a fim de ajudar a desarmar os rebeldes albaneses. O roteiro foi mudado para garantir a segurança dos militares.

O ministro estava também envolvido num escândalo por causa de vôos em aviões da Força Aérea que o levaram a encontros com a sua namorada, a condessa Kristina Pilati. Fotos do casal numa piscina em Palma de Maiorca divulgadas pela imprensa também geraram irritações. O choque com os atentados em Nova York e Washington fizeram o escândalo cair no esquecimento.