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Alemanha

Oposição exige clareza sobre Iraque

Serviço secreto alemão BND sabe muito sobre o arsenal do Iraque, como a existência de laboratórios sobre rodas para desenvolvimento de armas biológicas. Mas Berlim estaria escondendo o pior para rejeitar uma guerra.

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Chefe do serviço secreto BND, August Hanning, está irritado e reservado com políticos

O BND (Bundesnachrichtendienst) informou com detalhes à Comissão de Relações Exteriores do Parlamento em Berlim, já em novembro passado, sobre os laboratórios em forma caminhões normais no Iraque, conforme divulgou a revista Focus, baseada em informações do serviço secreto. O seu presidente August Hanning teria comunicado a deputados, na ocasião, que o governo iraquiano havia comprado também na Alemanha peças que poderiam ser usadas nos laboratórios ambulantes. O Iraque teria tentado também adquirir na Alemanha material para construção de mísseis.

De posse dessas e muito mais informações importantes sobre o arsenal iraquiano e seu programa nuclear, o BND não espera, portanto, que o secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, revele novidades na reunião Conselho de Segurança em Nova York, nesta quarta-feira (5), dirigida pelo ministro alemão das Relações Exteriores, Joschka Fischer. O presidente americano George W. Bush anunciou que o chefe da diplomacia Powell anunciaria nesse dia novas provas de que o regime de Saddam Hussein não teria cumprido a resolução 1441 da ONU, que determinou a eliminação de suas armas de destruição em massa.

Cooperação internacional

Ainda no mês passado, o chefe dos inspetores de armas da ONU no Iraque, Hans Blix, havia agradecido ao governo alemão por informações fornecidas pelo BND sobre produtos químicos e depósitos secretos no Iraque. E não foi a primeira vez que o serviço secreto alemão foi elogiado por sua cooperação internacional. Mas em casa é diferente.

A oposição alemã acusa o governo e o BND de esconderem informações importantes sobre o Iraque e está cobrando dados concretos sobre o arsenal de Saddam Hussein, com segundas intenções. Um dos cobradores diretos, o ex-ministro da Defesa, o democrata-cristão Volker Rühe, e o presidente do Partido Liberal, Guido Westerwelle, acham que se os conhecimentos do BDN vierem a público, o governo social-democrata e verde de Gerhard Schröder será obrigado a abandonar sua oposição frontal aos planos de intervenção militar dos EUA para desarmar e destituir o regime de Saddam Hussein.

Westerwelle e Rühe exigem que o gabinete de Schröder publique fatos relevantes conhecidos pelo serviço secreto alemão. A oposição conservadora acusa a coalizão de isolar a Alemanha com sua posição pacifista no conflito do Iraque.

A Comissão de Controle Parlamentar pode exigir informações do serviço secreto a qualquer momento. O BND informou os parlamentares várias vezes em 2002. Mas desde que um jornal ligado à oposição democrata-cristã (CDU) falsificou informações confidenciais dadas a políticos desses partido, o presidente do BND, Hanning, e o coordenador os serviços secretos internos, Ernst Uhrlau, ficaram muito irritados e mais contidos em suas revelações.

Glasnost secreta

Em princípio, a oposição recebe as mesmas informações dadas ao governo, mas sem detalhes importantes. Apesar de toda a sua Glasnost (abertura) proclamada, o BND tornou-se muito mais reservado nos tempos atuais de grave crise nas relações teuto-americanos por causa do Iraque. Ele deixou de apresentar o relatório anual sobre suas tarefas fora da Alemanha e estudos regulares sobre os Estados alemães.

A pretexto de uma questionável "gravidade", agora são mantidas sob sigilo absoluto informações importantes da oposição curda na zona sob proteção dos EUA no Iraque, de refugiados ou desertores iraquianos.

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