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Mundo

Oposição espanhola ameaça Rajoy com moção de censura

Escândalo de caixa dois no partido do governo ganha contornos mais graves após admissão de culpa de ex-tesoureiro Luis Bárcenas. Líder socialista exige comparecimento do primeiro-ministro diante do Congresso.

O chefe do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), Alfredo Pérez Rubalcaba, anunciou nesta terça-feira (16/07) que apresentará moção de censura contra o presidente do governo (primeiro-ministro) Mariano Rajoy caso ele siga se recusando a comparecer diante do Parlamento.

A oposição espanhola exige explicações sobre o financiamento supostamente irregular do Partido Popular (PP), de Rajoy. "Não quero substituir o presidente [do governo], sei que não temos deputados suficientes, o que quero é que ele venha a esta câmara", explicou Rubalcaba, acrescentando que repetirá a petição pela oitava vez. A solicitação deverá ser examinada em 24 de julho pelo órgão competente no Parlamento.

Embora o governo possua maioria absoluta no Parlamento, o que impediria o sucesso de uma eventual moção, o PSOE poderia contar com o apoio de quase todos os partidos de oposição, o que acentuaria a sensação de isolamento de Rajoy, como ressaltou o líder socialista.

Pressão crescente

O escândalo de caixa dois na Espanha foi desencadeado pelo ex-tesoureiro do PP Luis Bárcenas, em prisão preventiva desde 27 de junho. Nesta segunda-feira, ele admitiu à Justiça espanhola que a formação conservadora teria se financiado de forma ilegal durante 20 anos, além de, clandestinamente, pagar adicionais aos membros de sua cúpula, inclusive a Rajoy.

Alfredo Perez Rubalcaba

Alfredo Rubalcaba, líder socialista-operário

Bárcenas entregou documentação comprometedora ao juiz que investiga a suposta prática de contabilidade paralela entre 1990 e 2008. Foi a primeira vez que o tesoureiro confirmou oficialmente as alegações feitas desde janeiro pela imprensa espanhola, e que o PP segue negando. O caso tem abalado fortemente o partido e o governo.

Sob pressão crescente, Rajoy declarou no mesmo dia que não se deixaria chantagear por Bárcenas. Esta foi sua primeira declaração à imprensa desde que foram divulgadas as mensagens que ele teria trocado com o ex-tesoureiro e gerente do partido durante 20 anos. As últimas mensagens datam de março, ou seja, dois meses depois de ter sido revelada a prática de caixa dois em sua legenda.

Dentro do Partido Popular cresce o sentimento que o chefe de governo está perdendo credibilidade entre os eleitores, especialmente necessária num momento em que a Espanha enfrenta alto desemprego e duras medidas de austeridade para conter o déficit público.

AV/dpa/rtr

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