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Mundo

Oposição do Burundi convoca boicote a eleições parlamentares

Oposicionistas desencadeiam crise e alegam a impossibilidade da realização de pleito confiável e transparente. ONU pede que país adie votação e EUA acusam presidente de violar acordos e forçar seu terceiro mandato.

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Protestos estudantis na cidade de Bujumbura

Na pior crise desde a guerra civil que acabou em 2005, os partidos de oposição do Burundi anunciaram nesta sexta-feira (26/06) um boicote às eleições parlamentares planejadas para segunda-feira. De acordo com o líder oposicionista, Charles Nditije, não há condições de haver um pleito pacífico e transparente no país.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que a votação deveria ser adiada e que estava “profundamente preocupado com o ambiente político e a segurança no país. A eleição parlamentar desta segunda-feira seria seguida por uma eleição presidencial marcada para 15 de julho.

O embaixador de Burundi junto à ONU, Albert Shingiro, disse ao Conselho de Segurança que as eleições serão realizadas na segunda-feira. Os Estados Unidos afirmaram que estavam suspendendo o apoio eleitoral ao Burundi enquanto o presidente do país, Pierre Nkurunziza, prosseguir com um calendário eleitoral na ausência de condições necessárias para uma votação confiável.

O Departamento de Estado dos EUA citou que estava tomando a medida “à luz dos esforços contínuos do presidente, Pierre Nkurunziza, de violar o Acordo de Arusha, buscar um terceiro mandato e avançar com datas eleitorais ausentes de condições necessárias para eleições credíveis”.

Os EUA se opõem firmemente a quaisquer ações de Estados regionais que possam desestabilizar o Burundi, afirmou o Departamento de Estado. “Nós estamos preparados para tomar medidas adicionais contra os indivíduos responsáveis ou cúmplices em minar a democracia, o Estado de direito e promover a instabilidade no Burundi”, citou em nota.

FC/afp/rtr

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