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Alemanha

Oposição acusa política econômica alemã de lanterninha na Europa

O tom de campanha eleitoral marcou os debates no Parlamento federal alemão nesta quinta-feira (21), quando os deputados da coalizão e da oposição discutiram o relatório econômico anual do governo de Berlim.

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Ministro Eichel apresentou o relatório ao Parlamento (ao fundo, chanceler Schröder)

No seu relatório econômico anual, o governo alemão prevê um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de cerca de 0,75% no corrente ano. Os deputados oposicionistas acusaram o gabinete do chanceler federal, Gerhard Schröder, de completo fracasso na política econômica e financeira. O líder da bancada democrata-cristã (CDU/CSU), Friedrich Merz, afirmou que a Alemanha é a lanterninha na Europa, quanto ao crescimento econômico e quanto ao nível de ocupação da mão-de-obra.

O deputado Ernst Hinsken, da União Social Cristã (CSU), provocou um tumulto no plenário, quando tentou entregar uma lanterna vermelha aos representantes do governo. O incidente ocorreu durante o discurso do ministro da Economia, Werner Müller (sem partido). O presidente do Parlamento, Wolfgang Thierse, chamou a atenção do deputado oposicionista, dizendo que não toleraria tal falta de decoro parlamentar. O ministro Werner Müller retribuiu a "gentileza" do deputado Ernst Hinsken, que é proprietário de uma padaria, afirmando que o parlamentar oposicionista deveria pendurar a lanterna na sua própria empresa.

Disputa com os Estados

O ministro das Finanças, Hans Eichel, conclamou os governos estaduais a cumprirem seus compromissos com o pacto de estabilidade do euro. Através da rigorosa política de austeridade, o governo federal reduziu sistematicamente seu déficit no orçamento público, enquanto os Estados mantêm seus gastos em níveis elevadíssimos, afirmou Eichel.

O líder da bancada democrata-cristã, Friedrich Merz, acusou Eichel de querer fazer sua política de poupança às custas dos Estados, mas admitiu que um pacto de estabilidade nacional, entre a União, os Estados e os municípios é mais necessário que nunca. Mas o governo federal não logrará a concretização de tal pacto, segundo Merz, enquanto tentar sanear o orçamento federal às custas dos Estados.

Novo impulso conjuntural

O ministro alemão das Finanças vê claros sinais de um novo impulso na conjuntura econômica mundial, em especial na região do Sudeste asiático. Nos Estados Unidos, a retomada do crescimento ainda poderá tardar um pouco, segundo Eichel. O ministro citou prognósticos da Comissão Européia e da OCDE (Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que prevêem um crescimento econômico entre 2,8 e 2,9% no ano 2003.

As acusações oposicionistas de que a Alemanha seria atualmente a lanterninha econômica da União Européia foram refutadas energicamente pelo ministro da Economia, Werner Müller. Ele citou como prova contrária disto, o fato de que os investimentos estrangeiros na Alemanha duplicaram desde que a coalizão SPD-Verdes assumiu o governo, chegando agora ao total de 50 bilhões de euros. Isto demonstra, disse Müller, o quanto melhorou a competitividade da economia alemã.