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Alemanha

Opinião: Uma disputa se transforma em conflito sério em Berlim

O encontro entre as lideranças da CDU, CSU e SPD terminou sem decisões sobre a crise dos refugiados. O tema desenvolve uma dinâmica perigosa para o centro do poder alemão, opina o jornalista da DW Christoph Strack.

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Christoph Strack é jornalista da DW

O conflito chegou à sede do governo alemão. E lá ficou. A chanceler federal e chefe da União Democrata Cristã (CDU) deliberou com os líderes dos outros dois partidos da coalizão, e eles prorrogaram a discussão em pontos essenciais. Isso é raro no dia a dia político em Berlim. A crise dos refugiados gera uma crise de relacionamento na coligação. Está óbvio que todos estão de acordo de que não concordam. O clima se torna mais áspero.

Foi "construtivo" o tão esperado

encontro entre as lideranças da CDU, da União Social Cristã (CSU) e do Partido Social-Democrata (SPD)

– afirmou o porta-voz da Chancelaria Federal após a reunião entre Merkel, Horst Seehofer e Sigmar Gabriel, na manhã deste domingo (01/11).

"Construtivo", em primeiro lugar, é o contrário de "destrutivo". Na política, gosta-se muito de usar essa palavra quando não há resultados concretos a apresentar. "Aberto, construtivo e orientado para soluções", é como se definiu o encontro de cinco horas entre os conservadores cristãos Merkel e Seehofer, menos de 12 horas antes.

Em termos de conteúdo, não se anunciou avanço algum. "Construtivo e orientado para soluções" são palavras típicas de Merkel quando ela quer classificar não importa que negociações. Para ela, política significa, justamente, a orientação decidida no sentido de possibilidades para uma solução. Isso é uma constatação básica, não é um resultado.

Não, em pelo menos um dos pontos focais da disputa na coalizão governamental a tensão permanece. A CSU com sua exigência de

"zonas de trânsito"

bem nas fronteiras alemãs, o SPD com seu "não" a tais zonas e a própria sugestão de "centros de ingresso" em todos os estados do país: essas duas concepções são incompatíveis entre si. As "zonas de trânsito" são o único tópico a que porta-voz do governo se referiu concretamente neste domingo, admitindo que há questões por esclarecer.

Agora, Merkel, Seehofer e Gabriel pretendem voltar a se encontrar na quinta-feira – dentro de quatro dias, portanto. Nesse curto espaço de tempo, porém, os protagonistas da disputa terão concedido dezenas de entrevistas e aparições públicas. Onde exporão mais abertamente ainda o conflito dentro da coalizão, com novos ultimatos e escalada verbal.

E antes desta quinta-feira há, ainda, a terça-feira, em que ocorrem as sessões regulares das bancadas partidárias no Parlamento. Nas reuniões anteriores entre a CDU e a CSU, já houve críticas maciças dos social-cristãos bávaros contra a chefe de governo. Agora, eles voltarão a atacar.

Há um bom tempo, alguns deputados já se encontram na própria "zona de trânsito" do clima de governança para o modo de campanha eleitoral. Portanto os integrantes da coalizão do governo alemão não vão poder prorrogar muito mais as decisões. O suspense cresce em Berlim.

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