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Economia

Opinião: Setor automobilístico é vital para a Alemanha

O escândalo dos testes de emissão da Volkswagen nos EUA não pode prejudicar a imagem de um ramo industrial tão importante, especialmente na Alemanha, opina a jornalista da DW Manuela Kasper-Claridge.

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Manuela Kasper-Claridge é chefe das redações de Economia e Ciência da DW

Carros automáticos com função de entretenimento? São esses os carros do futuro? Quem tem de responder a essa pergunta é a indústria automobilística, um dos setores mais inovadores mundo afora. Nem mesmo o atual escândalo sobre as fraudes nos testes de emissão da Volkswagen nos Estados Unidos pode negar esse fato.

Um estudo da consultoria empresarial Boston Consulting inclui 14 montadoras entre as companhias mais inovadoras do mundo. Entre as 20 primeiras há mais fabricantes de automóveis que empresas de tecnologia.

As montadoras alemãs estão no topo da lista, se destacando por uma enorme força de inovação. Não se trata apenas de motores com muitos cavalos de força, mas também de proteção climática, redução de consumo e esquemas alternativos de propulsão.

Em seu relatório mais recente sobre inovação, a empresa de mídia britânico-canadense Thomson Reuters declara a Bosch, a Daimler e a Volkswagen como as mais inovadoras do setor automobilístico na Europa. Mas isso não é tudo: um terço das verbas para pesquisa do empresariado alemão provém da indústria automobilística.

Nenhum outro país é tão significativo para a história do automóvel quanto a Alemanha. Foi lá que, em 1886, Carl Benz desenvolveu o primeiro carro adequado ao uso prático, e desde então os melhores engenheiros e desenvolvedores ditam o tom nesse setor.

A indústria automobilística emprega cerca de 775 mil pessoas na Alemanha, e também em nível internacional o setor é um dos mais importantes da indústria. Segundo a Associação Internacional Automobilística, ele garante quase 1 milhão de empregos nos Estados Unidos, mais de 1,6 milhão na China e até mesmo na África do Sul são mais de 100 mil empregados.

Levando em conta a fórmula segundo a qual cada posto no ramo automobilístico corresponde a quatro outros do lado dos fornecedores, chega-se a um total de quase 50 milhões de empregos em todo o mundo.

No entanto, o setor se encontra em processo dinâmico de mudança. O número de inovações introduzidas pelos produtores globais triplicou, e a concorrência é por vezes impiedosa.

A Volkswagen manipulou sistematicamente os dados sobre emissão gases nos Estados Unidos, aparentemente para reduzir a pressão dos custos. Para tal não há desculpa, e é indispensável uma explicação imediata.

Isso porque nos próximos dez a 20 anos, a indústria automobilística vai passar por uma transformação radical em sua tecnologia, talvez até mesmo uma revolução tecnológica. E os fabricantes alemães querem continuar entre os melhores no que se refere à inovação.

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