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Mundo

Opinião: Objetivo comum agora é estabilizar Grécia

Ainda não se sabe o que levou o governo grego a mudar de opinião e a aceitar o acordo com o Eurogrupo. Para o articulista da DW Bernd Riegert, o importante é que a briga supérflua sobre a dívida da Grécia chegou ao fim.

Deutsche Welle Bernd Riegert

Articulista da DW Bernd Riegert

Parabéns, Sr. Varoufakis! Finalmente, o ministro grego das Finanças voltou à razão. De qualquer forma, ele é capaz de aprender. Talvez tenha sido somente um olhar mais atento nos planos orçamentários e extratos bancários do Estado grego o que o levou à força normativa dos fatos. A Grécia precisa da ajuda do Eurogrupo e do Fundo Monetário Internacional. E o país vai recebê-la agora. Por mais quatro meses e sob as mesmas condições válidas até agora.

Mas já se poderia ter chegado a esse resultado há três semanas. Isso poderia ter poupado as declarações geniosas de Yanis Varoufakis em Bruxelas, como também a briga com o ministro alemão das Finanças. Para a Grécia, isso não levou a melhora substancial alguma, mas a uma perda de confiança entre os parceiros da zona do euro, uma confiança que precisa agora ser reconquistada. Pois Atenas precisa mais uma vez do Eurogrupo.

O ministro grego das Finanças pôde, no entanto, obter pequenas concessões do Eurogrupo. Agora, ele vende isso para o seu eleitorado como uma grande vitória da autonomia grega e como uma libertação do jugo da troica. Os outros ministros da zona do euro pouco estão se importando com o sucesso ou fracasso dessa tentativa. Pois esse impasse foi criado pelo próprio governo grego.

É preciso pôr um ponto final. O que importa agora é o desenvolvimento de um programa sustentável para a Grécia, nos próximos quatro meses, para que se possa dar prosseguimento ao saneamento orçamentário, aquecer a economia e eliminar a injustiça social. Se a coalizão de esquerda-direita em Atenas se mostrar disposta a uma cooperação sensata, nem o Eurogrupo nem o Fundo Monetário Internacional, tampouco o Banco Central Europeu, vão querer fechar a torneira de dinheiro.

Agora, o objetivo comum é estabilizar a Grécia e manter a unidade da zona do euro. Custe o que custar. E o custo ainda vai ser muito alto. O próprio Varoufakis admitiu em Bruxelas que a Grécia tem um problema de "fluxo de caixa", ou seja, seu país vai precisar de mais apoio nos próximos meses. Pois a arrecadação fiscal despencou e o crescimento econômico está estagnado. Nesse ponto, o novo governo não é totalmente inocente, pois provocou insegurança em investidores e empresas.

Finalmente, a campanha eleitoral chegou ao fim. A festa da vitória também. O novo governo aprendeu a reconhecer a realidade, mudando de opinião, na última hora, sob a forte pressão de Berlim e Bruxelas. Isso é melhor para a Grécia e para a Europa. Parabéns, Sr. Varoufakis.

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