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Ásia

Opinião: O dilema de Trump na Coreia do Norte

Todas as opções podem realmente ser consideradas, como anunciou Trump? Para o analista Peter Sturm, do "Frankfurter Allgemeine Zeitung", os recursos militares são, na verdade, bem limitados.

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Peter Sturm é jornalista do jornal alemão "Frankfurter Allgemeine Zeitung"

Esta frase faz parte do repertório padrão no tratamento dado pelos Estados Unidos à Coreia do Norte: "Todas as opções" estão sobre a mesa, afirma também o governo do presidente Donald Trump. Uma resolução das Nações Unidas deverá impor novas sanções ao país asiático. Em princípio, Washington também está aberto para negociações. Tudo isso soa muito a continuidade – e, por esse motivo, é, em princípio, uma boa notícia.

Mas é aqui que surgem as interrogações. Como os EUA pretendem fazer com que a China realmente leve a sério a aplicação das sanções? Sobre o que exatamente se pode negociar com a Coreia do Norte (considerando que "negociar" implica todos fazerem concessões)? Mas, acima de tudo: que opções militares seriam realistas? Principalmente na última pergunta chega-se logo ao limite.

É claro que, em último caso, os Estados Unidos poderiam iniciar uma ação preventiva nos moldes do ataque na Síria. Mas contra qual alvo? Bombardear uma área de teste nuclear cria o grande risco de que radioatividade seja liberada e possa atingir regiões chinesas vizinhas. Um "golpe de decapitação" contra a liderança em torno de Kim Jong-un levaria a um grande caos, é verdade, mas dificilmente afetaria as capacidades militares da Coreia do Norte. Resta um ataque na zona fronteiriça contra as tropas lá estacionadas – mas justamente contra um alvo que está entre o que a Coreia do Norte tem de melhor em termos militares?

Tudo isso é teoricamente possível. Mas bastaria um número muito pequeno de baterias de artilharia ou de mísseis escapar intacto para os norte-coreanos infligirem graves danos à Coreia do Sul, uma aliada que Trump se comprometeu a proteger. Seul, capital sul-coreana, está localizada perto da fronteira entre as duas Coreias e é tão grande que os mísseis de Pyongyang não necessitariam nem ser precisos.

O caso da Coreia do Norte é um clássico cenário de autointimidação. Não há nenhuma saída? Bem, King Jong-un colocou o seu país e a sua população emocionalmente num permanente estado de exceção. Para ele, o pior que poderia acontecer é nada acontecer. Pois aí as pessoas poderiam se lembrar de que a situação delas não é boa. E aí elas poderiam questionar por que as coisas são assim.

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