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Economia

Opinião: Davos 2008, perspectivas em vez de trivialidades

Crise financeira dominou debates dos ricos e poderosos do planeta reunidos na Suíça. Quase todos concordam em que a saída para as crises mundiais só será encontrada em conjunto. Marco Vollmar enuncia três exemplos.

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Davos 2008 esteve completamente sob o signo das crises nos mercados financeiros e de ações. Nunca antes o lema escolhido para o evento foi tão adequado: "O poder da inovação colaborativa". Em um ponto, quase todos os participantes concordaram: as saídas para a crise só podem ser encontradas em conjunto.

Tomemos como exemplo a economia mundial: o escândalo do crédito [imobiliário] nos Estados Unidos causará uma recessão mundial? Neste ponto, há um equilíbrio entre otimistas e pessimistas. Os norte-americanos continuam acreditando na capacidade de auto-regeneração de sua economia. Os europeus não estão certos de que serão envolvidos.

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Interessante é o enfoque unânime das lideranças econômicas asiáticas: elas partem do princípio de que caberão, acima de tudo à China e à Índia, importância e responsabilidade cada vez maiores no amparo da economia mundial e na compensação de fraquezas estruturais nos Estados Unidos e na Europa.

Continua valendo o ditado "quando a América espirra, o resto do mundo apanha um resfriado", mas − para continuar nesta linguagem − aumentou a quantidade de remédios. Os riscos e encargos da economia mundial repousam sobre mais ombros do que no passado e as relações internacionais de poder se deslocaram.

Usando o exemplo dos mercados financeiros: nunca antes ficaram tão nítidas as conseqüências do comércio global, da rede mundial de fluxo de capitais. O grupo de banqueiros e representantes de instituições internacionais reunido em Davos comprometeu-se a fortalecer a prevenção de riscos e a melhorar a transparência dos negócios bancários. Naturalmente que não foram assinados contratos de forma oficial, mas esta também não é uma tarefa do Fórum de Davos.

Passemos ao exemplo do comércio mundial: numa reunião informal, no sábado (26/01), os ministros de Comércio da Europa, dos Estados Unidos e de outros países decidiram retomar as negociações para a liberalização do comércio mundial. Também aqui vale o princípio: somente juntos é que somos fortes, apesar da diversidade de interesses.

E o que restou como balanço? Foi um encontro bom, pois foram enfocados problemas concretos. Houve menos trivialidades. Não se pode negar que reinava entre os 2.500 participantes o desejo concreto de mudar alguma coisa.

Como todos os anos, o criador e líder do encontro de cúpula de Davos, Klaus Schwab, conseguiu atrair convidados de peso à estação suíça de esqui para enfocar assuntos pertinentes ao mundo todo.

Em 2008, praticamente não houve o fator glamour: apenas Emma Thompson e Naomi Campbell trouxeram brilho ao evento. Mas, em vista da situação de crise no mundo, ele realmente não teria sido oportuno. (rw)

Marco Vollmar é chefe dos programas em alemão e em inglês da DW-RADIO.