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Copa do Mundo

Opinião: Conceito de segurança da Fifa é deficitário

Pouco antes do jogo contra a Espanha, cerca de cem torcedores do Chile sem ingresso invadiram o Maracanã. Incidente deixa claro lacunas no conceito de segurança da Fifa, opina Astrid Prange, da redação brasileira da DW.

Deutsche Welle Astrid Prange De Oliveira

Astrid Prange, da DW-Brasil

Os preparativos para a Copa do Mundo no Brasil estiveram realmente longe de serem perfeitos. Estádios superfaturados e inacabados irritaram os brasileiros, tão fanáticos por futebol. O tão prometido desenvolvimento da infraestrutura de transporte não ocorreu. Há um ano, protestos em massa paralisaram o país.

Por causa dos atrasos, a Fifa repreendeu o Brasil várias vezes. O secretário-geral Jerôme Valcke chegou a dizer que o Brasil precisava de um chute no traseiro. Este conselho agora serve para a própria Fifa.

Desde a invasão do centro de imprensa do Maracanã por torcedores chilenos nesta quarta-feira (18/06), as lacunas do conceito de segurança da Fifa se tornaram óbvias. Foi o segundo incidente deste tipo na Copa: três dias antes, 30 torcedores argentinos haviam desmontado uma cerca de segurança também no Maracanã, para assistir ao jogo de sua equipe contra a Bósnia-Herzegovina.

Onde está o comprometimento da organização máxima do futebol mundial com a segurança dos torcedores? Será que eles já não pagam caro o suficiente pelos seus ingressos? E onde estão as desculpas pelo trabalho malfeito, que traz problemas desnecessários ao país anfitrião? Está na hora de uma mea culpa da Fifa, pois ela não consegue mais atender as próprias exigências.

Segundo sua própria definição, a divisão de segurança da Fifa, fundada em 1º de junho de 2012, é responsável por todas as questões de segurança nas competições da entidade em todo o mundo. Isso implica a obrigação de "empregar pessoal qualificado e treinado para as tarefas essenciais para garantir a gestão e o funcionamento da segurança necessária na competição".

A Fifa claramente não cumpriu esta exigência. Seria bom que não só o Brasil lembrasse a entidade máxima do futebol das suas tarefas. Se continuarem em silêncio, as 209 confederações afiliadas estarão pecando junto ao futebol internacional e seus torcedores. A arrogância precede a queda. E a Fifa parece estar celebrando a própria decadência com especial devoção.

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