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Mundo

Opinião: Alemanha deve assumir papel internacional mais forte

Presidente alemão fez discurso importante na Conferência sobre Segurança de Munique. Para o articulista da DW Michael Knigge, sua defesa de uma maior participação da Alemanha no cenário internacional é correta.

Desde o conflito na Líbia – no mais tardar – os parceiros tradicionais da Alemanha veem com suspeita a política externa de Berlim. Recordando: por iniciativa do então ministro das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, os alemães se abstiveram, em 2011, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, na votação sobre a missão militar para proteger a população civil contra o regime Kadafi.

Deutsche Welle Englisch Michael Knigge

Michael Knigge é redator da redação inglesa da DW

A votação foi importante porque Berlim, em vez de ficar do lado dos tradicionais parceiros França, Reino Unido e Estados Unidos, acabou votando ao lado de Rússia e China. Os riscos seriam muito grandes, disse Westerwelle na ocasião. Ele desejou, porém, boa sorte aos parceiros e disse que isso não significa que a Alemanha não é capaz de assumir responsabilidade internacional.

Mas foi esta precisamente a mensagem – Berlim se esquiva quando a situação se torna difícil – que ficou da abstenção no Conselho de Segurança e chegou aos parceiros. Com seu discurso na Conferência sobre Segurança de Munique, o presidente alemão, Joachim Gauck, instiga um reajuste, há muito tempo necessário, na política externa alemã.

Ele não é o primeiro político do país a exigir um papel internacional mais forte por parte de Berlim. Mas a forma como Gauck justificou sua atitude, como também sua posição privilegiada na estrutura política de Berlim, confere ao seu discurso um peso especial.

Com uma retórica convincente, Gauck explicou por que a Alemanha, como um dos países do mundo mais conectados internacionalmente, não pode mais se dar ao luxo de uma mentalidade de isolamento. Segundo Gauck, um "direito de desviar o olhar" não pode existir para um país que se beneficia tanto da ordem internacional.

Segundo Gauck, o compromisso global mais intenso que ele exigiu de Berlim pode abranger também ações militares. Mas o presidente alemão deixou claro que esse não seria nenhum apelo para enviar, futuramente, mais tropas alemãs em missões internacionais de crise.

Da mesma forma, disse Gauck, não se pode descartar, de antemão, operações militares. Antes de ser entendida como um apelo por uma rápida intervenção militar, esta última declaração reflete – vide Líbia – a política externa alemã dos últimos anos, como também a sensibilidade das pessoas na Alemanha.

No plano internacional, no entanto, o apelo de Gauck teve grande repercussão. Pois o que o presidente alemão exigiu em Munique e que deve vir – espera-se – a desencadear no país um debate necessário sobre o papel da Alemanha no mundo, para os parceiros internacionais, é algo há anos evidente.

A política de "sem a Alemanha", um gigante econômico, mas um anão político, já se tornou há muito tempo obsoleta. Isso não significa que a Alemanha precise se envolver constantemente por todos os lugares. Nem o país pode nem ninguém está exigindo. Mas a Alemanha não poderá continuar se comportando de forma tão relaxada como o fez até agora.

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