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Economia

Operadoras que compraram licenças UMTS enfrentam problemas

As operadoras que adquiram licenças de telefonia móvel para o novo padrão UMTS estão às voltas com dificuldades. A Vodafone e a T-Mobile (Deutsche Telekom) devem ser as primeiras a lançar a rede do novo sistema.

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Mareike Wrage, da MobilCom, demonstra a moderna transmissão de dados por UMTS

O pesadelo para as empresas de telecomunicações começou na Alemanha no dia 31 de julho de 2000, num antigo quartel do exército americano em Mainz. Sob o maior sigilo e regras estritas teve início o leilão das novas licenças UMTS de telefonia móvel para os celulares da terceira geração.

Quando o martelo bateu na mesa duas semanas depois, encerrando as sucessivas ofertas, as seis operadoras que conseguiram arrematar as cobiçadas licenças foram aliviadas em 8,5 bilhões de euros, em média, ao mesmo tempo em que 51 bilhões de euros eram transferidos para os cofres do Ministério das Finanças. Pouco antes, ocorrera outro leilão bilionário na Grã-Bretanha.

Desde então começou o declínio para as operadoras, que se endividaram com as licenças e sua expansão, num mercado cada vez mais saturado na Europa. Na bolsa logo surgiram dúvidas, se tão altos investimentos algum dia dariam lucro. Dois anos depois de terem sido pagas em dinheiro, as licenças ainda não renderam nenhum centavo. Pelo contrário: elas exigem mais investimentos para a montagem das redes nos próximos anos. Muitas operadoras acabaram desistindo de começar a operá-las ainda este ano, como haviam previsto.

A seguir, um balanço da situação das seis que pretendiam atuar no mercado alemão, o maior da Europa.

Vodafone - A líder mundial quer ser a primeira a lançar a novidade. Ela é a única que ainda mantém a promessa de conectar seus primeiros clientes do padrão UMTS à rede até dezembro. No entanto, a operadora anglo-americana, que englobou a Mannesmann em 2000, não informou até agora em que regiões ou cidades o Sistema Universal de Telecomunicações Móveis funcionará até o fim do ano. A concorrência virá atrás em 2003.

Quam/Telefónica - Na corrida por um mercado futuro e incerto já aconteceu a primeira desistência: a operadora Quam, de Munique, que aliara-se à Telefónica espanhola e à Sonera finlandesa para conseguir a licença, anunciou na semana passada (25/07) o encerramento de suas operações, o que deve significar o seu fim. Ela era a menor operadora com licença UMTS. A declaração é uma conseqüência da decisão da Telefónica espanhola, de suspender a construção de sua rede na Alemanha, Áustria, Suíça e Itália. A Telefónica pretende concentrar-se em montar a rede na Espanha . Quanto aos outros países europeus, irá esperar que melhorem as condições técnicas e a situação no mercado. A Sonera já havia se retirado do grupo anteriormente.

T-Mobile/Deutsche Telekom - A T-Mobile, subsidiária de telefonia móvel da Deutsche Telekom, a principal concorrente da Vodafone na Alemanha, parece não estar com muita pressa. Ela pretende iniciar a operação do sistema UMTS em 2003, mas pelo menos já indicou que ele estará disponível logo nas 20 cidades mais importantes do país. A líder do mercado alemão acredita que a Quam não será a única a desistir do UMTS. "Nós sempre dissemos que haveria uma fase de consolidação do mercado, o que está acontecendo agora", disse um porta-voz da T-Mobile, acrecentando que deverão restar apenas três ou quatro dos seis que conseguiram licenças.

E-Plus - A subsidiária alemã da KPN holandesa havia previsto o início em 2003. No entanto, a matriz em Amsterdã já advertiu que poderá haver "um pequeno atraso", devido às dificuldades com a Quam. O motivo é que ambas as firmas haviam acertado uma parceria na construção da rede UMTS. Em outras palavras, a E-Plus agora terá que construir sozinha a sua rede.

O2 - A operadora antes conhecida como Viag Interkom pretende inaugurar sua rede "em torno do segundo semestre de 2003". Ela deverá abranger as dez cidades mais importantes.

Mobilcom - A sexta e última também não tem uma data marcada e nem planos concretos, desde o afastamento do seu fundador, Gerahrd Schmid, por pressão do acionista majoritário, a France Télécom. Nesta quarta-feira (31), a operadora que está às voltas com problemas financeiros conseguiu prazo até setembro para pagar um crédito de 4,7 bilhões de euros, que venceria hoje. No entanto, ainda há muita coisa a ser esclarecida entre a operadora francesa e a Mobilcom.