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América Latina

Operação militar em presídio deixa 50 mortos na Venezuela

Presos resistem à operação militar e realizam motim no presídio de Uribana. Segundo vice-presidente do país, caso será investigado. Presídio conta com más condições sanitárias e altos índices de violência.

Soldiers prepare to evacuate unidentified injured victims during an uprising at Centro Occidental (Uribana) prison in Barquisimeto in this picture provided by Diario el Informador newspaper January 25, 2013. A jail riot which broke out after news of an inspection to confiscate weapons at the prison in southwestern Venezuela, killed dozens of people on Friday, local media reported, the latest incident in the ongoing crisis in the South American nation's crowded prisons. REUTERS/Diario el Informador (VENEZUELA - Tags: MILITARY CRIME LAW SOCIETY) ATTENTION EDITORS - THIS IMAGE WAS PROVIDED BY A THIRD PARTY. FOR EDITORIAL USE ONLY. NOT FOR SALE FOR MARKETING OR ADVERTISING CAMPAIGNS. THIS PICTURE IS DISTRIBUTED EXACTLY AS RECEIVED BY REUTERS, AS A SERVICE TO CLIENTS

Venezuela Gefängnis Aufstand Revolte Barquisimeto

Uma operação militar para desarmar os internos do presídio de Uribana, nesta sexta-feira (25/01) no oeste da Venezuela, deixou pelo menos 50 mortos e cerca de 90 feridos. Os números foram confirmados por Ruy Medina, diretor do Hospital Central de Barquisimeto, para onde os feridos foram levados. Segundo ele, a maioria dos presos apresentava ferimentos causados por armas de fogo.

O vice-presidente Nicolas Maduro – recém-chegado de sua última visita ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, internado em Cuba – classificou o incidente como "trágico". Em declarações dadas neste sábado, ele garantiu que as autoridades do país estão investigando o caso.

Relatives of inmates react during an uprising outside the Centro Occidental (Uribana) prison in Barquisimeto in this picture provided by Diario el Informador newspaper January 25, 2013. A jail riot which broke out after news of an inspection to confiscate weapons at the prison in southwestern Venezuela, killed dozens of people on Friday, local media reported, the latest incident in the ongoing crisis in the South American nation's crowded prisons. REUTERS/Diario el Informador (VENEZUELA - Tags: CRIME LAW SOCIETY) ATTENTION EDITORS - THIS IMAGE WAS PROVIDED BY A THIRD PARTY. FOR EDITORIAL USE ONLY. NOT FOR SALE FOR MARKETING OR ADVERTISING CAMPAIGNS. THIS PICTURE IS DISTRIBUTED EXACTLY AS RECEIVED BY REUTERS, AS A SERVICE TO CLIENTS

Governo tinha informações sobre enfrentamentos de grupos inimigos

A ministra para Serviços Penitenciários, Iris Varela, contou que nos últimos dias sua equipe havia recebido informações sobre enfrentamentos entre grupos inimigos dentro da penitenciária. Por isso, então, uma brigada da Guarda Nacional foi chamada para fazer a revista.

"Dadas as violentas ocorrências no presídio de Uribana, houve a ncessidade de se fazer uma inspeção para desarmar completamente a população carcerária", afirmou Varela.

No entanto, ela se recusou a dar um saldo oficial de mortes, provocadas pela reação dos presos à revista militar, seguida de um motim. Canais de televisão mostravam imagens de tropas cercando o presídio enquanto internos com roupas cobertas de sangue eram removidos do prédio.

Segundo dados do Observatório Venezuelano de Prisões, cerca de 1,4 mil pessoas estão presas em Uribana, que só tem capacidade para 850. O presídio conta com más condições sanitárias e altos índices de violência.

MSB/dpa/afp/dapd
Revisão: Carlos Albuquerque

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