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Mundo

Operação Concórdia

União Européia assume o comando das forças de paz na Macedônia, até agora nas mãos da OTAN. A missão deverá servir de teste para futuras intervenções do novo organismo militar nos Bálcãs.

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Soldado britânico da OTAN em Tetovo, a oeste da capital macedônia Skopje

Nesta segunda-feira (31), a capital macedônia, Skopje, assiste à troca de nomes das tropas internacionais que mantêm a paz entre a maioria eslava e a minoria muçulmano-albanesa: chega ao fim a Allied Harmony (Harmonia Aliada), para dar lugar à operação Concórdia. No fundo, a cooperação entre os 300 soldados estrangeiros, governo e população locais deve continuar fluindo como de costume. Apenas as bandeiras da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) estão sendo trocadas pelas da União Européia.

Tratado de Ohrid - As tropas de paz da aliança militar chegaram à ex-república iugoslava Macedônia em meados de 2001, depois que os confrontos entre separatistas albaneses e Forças Armadas - dominadas pela maioria étnica eslava – foram encerrados pelo Tratado de Ohrid, mediado pela UE e pela OTAN. O acordo garantia a participação dos albaneses em todas as instâncias oficiais, inclusive no governo.

Tensão - Apesar de estarem sob controle, os conflitos na região não estão de todo exterminados. Enquanto macedônios de origem eslava reclamam que o espaço dado aos albaneses "está indo longe demais", estes afirmam que o Tratado de Ohrid ainda está longe de ser posto realmente em prática. Um bom exemplo da tensão que continua reinando entre membros das duas etnias é o fato de que boa parte da população apela para as forças internacionais de paz, em casos de confronto, enquanto a autoridade da polícia local continua sendo questionada.

"Eu acredito que o número de soldados é suficiente. A situação está tranqüila, embora não se possa dizer que ela é realmente estável. Esporadicamente há ainda incidentes, como por exemplo o acidente na região de Kumanovo, que provocou a morte de soldados poloneses em um campo minado. Coisas deste tipo ainda podem acontecer", comenta Rainer Feist, vice-comandante das tropas da OTAN na Europa.

Modelo - Na Alemanha, a missão de paz na Macedônia é vista como um modelo exemplar de uma política de prevenção a conflitos armados. Além disso, o início da chamada Operação Concórdia serve como primeiro teste para uma cooperação entre as tropas da OTAN e as da UE. "As duas organizações começaram um trabalho conjunto que vem sendo muito bem-sucedido. Por menor que seja a operação, ela impediu até agora que a Macedônia caísse em uma guerra civil", acredita Feist.

Passado o teste, é provável que o braço militar da UE venha a assumir novas missões, como a das tropas de paz na Bósnia-Herzegóvina, hoje nas mãos dos capacetes azuis da ONU. O campo de atuação do braço militar da UE deverá ficar reduzido, de início, aos Bálcãs. Bruxelas sinaliza aos países da região a possibilidade de uma aproximação à UE, prometendo até mesmo o ingresso destes ao bloco, a longo prazo.

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