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Economia

Opel: menos trabalho e salário menor

Para evitar corte de empregos, a montadora alemã Opel fez um acordo com os funcionários: vai reduzir a jornada semanal de trabalho de 35 para 30 horas, assim como os salários.

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O modelo 30plus visa salvar empregos em Rüsselsheim

Para os 5500 operários da principal linha de montagem da Opel, em Rüsselsheim no Estado de Hessen, a jornada de trabalho será mais curta a partir da próxima segunda-feira, dia 10 de novembro. O acordo feito entre a diretoria da empresa – uma subsidiária da General Motors – e o Conselho de Funcionários da Empresa ( Gesamtbetriebsrat) terá vigência até o final de 2004, prevendo a redução da jornada semanal de 35 para 30 horas de trabalho.

A razão da medida é a atual crise enfrentada pela Opel, cujos automóveis têm encontrado poucos compradores desde que os consumidores alemães e europeus reduziram sensivelmente os seus gastos, como reação às incertezas da baixa conjuntura econômica. A alternativa da montadora era a demissão de 1200 funcionários ou um corte adequado nas despesas de pessoal. Através do acordo com os representantes do pessoal, foi adotada a última solução.

A diminuição da jornada semanal de trabalho corresponde também a um corte nos salários. Das cinco horas semanais a menos, a Opel paga 2,6 horas como se tivessem sido trabalhadas. As outras 2,4 horas são cortadas nos salários dos operários. Isto significa uma redução média de 85 euros no rendimento líquido mensal dos funcionários afetados.

Outros funcionários

Mas o acordo não inclui sacrifícios apenas por parte dos operários da linha de montagem. Todos os demais 21 mil funcionários da Opel em Rüsselsheim (em toda a Alemanha, a empresa tem cerca de 34 mil empregados) contribuirão para o êxito do modelo, batizado de 30plus, abrindo mão do pagamento de três horas de trabalho por mês. E os executivos da empresa renunciam, além disto, a dois dias de férias por ano.

Os funcionários da Opel em Rüsselsheim consideram o modelo 30plus como um "sinal correto para assegurar o futuro", afirmou o presidente do Conselho de Funcionários da Opel, Klaus Franz. Para a diretoria da subsidiária da General Motors, o objetivo é "alcançar o funcionamento lucrativo e um crescimento sustentável", declarou o diretor de Pessoal da montadora, Norbert Küpper.

Apoio sindical e do governo

O modelo inovador da Opel recebeu apoio imediato do Sindicato dos Metalúrgicos (IG Metall). Berthold Huber, vice-presidente da entidade, declarou que a solução encontrada demonstra que o princípio da solidariedade funciona entre os empregados. O objetivo central de todos os acordos trabalhistas, afirmou, tem de ser a preservação e garantia dos empregos.

Também o chanceler federal Gerhard Schröder manifestou-se satisfeito com a solução encontrada na Opel. Segundo o social-democrata, o governo alemão dá inteiro apoio a todas as medidas flexíveis que visem impedir o corte de empregos e possibilitar a futura criação de novos postos de trabalho.

O chanceler lembrou, contudo, que tais passos não podem ser impostos pelo governo e que têm de ser negociados diretamente entre patrões e empregados. Somente os conselhos de funcionários e as diretorias de cada firma têm condições de encontrar a melhor solução para os eventuais problemas, concluiu Schröder.

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