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Mundo

ONU pretende enviar observadores à Síria

Resolução do Conselho de Segurança sobre envio de 20 especialistas para monitorar cessar-fogo é aguardada nesta sexta-feira. Rússia, China e Alemanha apoiam a missão para vigiar cumprimento do plano de paz de Annan.

Uma missão de observadores da Organização das Nações Unidas (ONU) poderia ser acordada pelo Conselho de Segurança da instituição nesta sexta-feira (13/04). Não há qualquer oposição à proposta, informou o mais poderoso grêmio de diplomatas da ONU em Nova York nesta quinta-feira (12/04).

O enviado especial da ONU e da Liga Árabe à Síria, Kofi Annan, havia pedido pela missão durante uma conversa por vídeo. Especialistas deverão supervisionar o cessar-fogo, que entrou em vigor nesta quinta-feira.

A Rússia e a China, que até então haviam vetado as ações do Conselho de Segurança contra a Síria, agora apoiam o envio da missão. "É preciso haver alguém supervisionando o cessar-fogo imediatamente", disse o embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin. A Rússia espera que observadores internacionais já estejam na Síria a partir da semana que vem, completou.

Um grupo de 20 especialistas poderia partir imediatamente. A ONU já estava preparando uma missão do tipo há semanas. Pelo menos uma equipe de reconhecimento deve poder dar início aos trabalhos assim que o Conselho emitir uma resolução.

Witali Tschurkin

Churkin: "É preciso que alguém supervisione o cessar-fogo imediatamente"

Em uma videoconferência, o presidente norte-americano, Barack Obama, e o colega francês de pasta, Nicolas Sarkozy, concordaram em prosseguir o apoio para que o governo sírio cumpra o plano de paz apresentado por Annan. "O regime será julgado por seus atos", informou Sarkozy em declaração.

Em um acordo com seus parceiros árabes, Obama e Sarkozy pretendem contribuir para que a opressão dos sírios chegue ao fim, a ajuda humanitária seja possibilitada e a população do país possa decidir livremente sobre seu destino.

G8 e Alemanha

Após o início bem sucedido do cessar-fogo na Síria nesta quinta-feira (12/04), as sete maiores potências industrializadas e a Rússia – que compõem o G8 – veem novas possibilidades de uma solução para os conflitos na Síria.

"Saudamos o início do cessar-fogo", declarou o ministro alemão do Exterior, Guido Westerwelle, ao final da reunião desta quinta-feira em Washington. "Queremos soluções políticas", disse.

Ao mesmo tempo, o grupo pronunciou-se sobre o envio de uma equipe de reconhecimento à Síria, que deverá dar o aval para uma missão internacional de observadores comandada pela ONU. Neste sentido, a Alemanha estará entre os países que "apressam e pressionam", disse Westerwelle. O político deixou em aberto se soldados alemães participarão da missão.

LPF/dpa/afp
Revisão: Roselaine Wandscheer

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