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Mundo

ONU pede US$ 415 milhões para ajudar nepaleses

Organização lança apelo financeiro para apoiar 1,4 milhão de pessoas que necessitam de alimentos e 500 mil que estão sem abrigo. Com medo de novos terremotos, milhares tentam fugir da capital, Katmandu.

A ONU pediu à comunidade internacional nesta quarta-feira (29/04) apoio financeiro de 415 milhões de dólares para o Nepal, devastado por um terremoto no último sábado. O abalo sísmico, de 7,8 graus de magnitude, deixou mais de 5 mil mortos e mais de 10 mil feridos no país.

O valor será destinado para garantir abrigo, alimentos, água e cuidados médicos para as pessoas ao longo dos próximos três meses. De acordo com o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, 1,4 milhão de pessoas precisam de alimentos, e 500 mil estão sem abrigo desde sábado. Segundo a Unicef, 1,7 milhão de crianças precisam de ajuda humanitária.

A ONU afirmou, ainda, que 70 mil casas tenham sido destruídas e outras 530 mil danificadas após o terremoto. Uma estimativa mostra que o custo de reconstrução será de 5 bilhões de dólares.

Com receio de novos abalos sísmicos ou para encontrar familiares no interior, moradores fazem fila para deixar a capital, Katmandu. Nesta quarta-feira, o aeroporto da capital estava superlotado.

Enquanto equipes de ajuda desembarcavam e materiais de socorro chegavam, os sobreviventes, incluindo turistas, tentavam sair do país, afirmou Ram Jushmar Dahal, chefe do departamento de gestão de desastres do Ministério do Interior nepalês.

Ele disse, ainda, que outros países devem ajudar o Nepal com contribuições específicas, como dinheiro, tendas, alimentos secos e médicos voluntários. Mais de 15 países estão envolvidos no resgate de sobreviventes e ajuda humanitária para a população.

Confronto com policiais

O desespero para deixar a cidade acabou gerando um confronto entre moradores e policiais nesta quarta-feira. Desesperadas para deixar a capital, milhares de pessoas começaram a se reunir ainda de madrugada nas proximidades da principal rodoviária da cidade, depois que o governo prometeu colocar ônibus extras para o interior.

Quando ficou claro que não havia ônibus extras, policiais foram enviados para tentar conter a situação. "Estamos à espera desde a madrugada. Eles nos disseram que haveria 250 ônibus, mas não vimos nenhum", disse o estudante Kishor Kavre, de 25 anos. "Estamos com pressa para ver nossas famílias, mas não temos ideia de quando haverá ônibus."

Colunas de polícias ficaram atrás de rolos de arame farpado, enquanto manifestantes armados com paus tomavam conta das ruas, atacando ônibus e outros veículos. Alguns manifestantes atacaram um caminhão que transportava água potável para fora da estrada e subiram nele, jogando as garrafas para a multidão.

Uma jovem foi empurrada de sua scooter e agredida por um manifestante. Espectadores gritaram para que ele parasse, antes de a polícia o imobilizar.

FC/rtr/afp/dpa/ap

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