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Mundo

ONU pede US$ 275 milhões para ajuda humanitária no Iêmen

Nações Unidas calculam que cerca de 150 mil foram desalojados pelos conflitos no país. Maior parte do valor deve ser destinada à ajuda alimentar para 2,6 milhões de pessoas.

A ONU lançou nesta sexta-feira (17/04) um apelo por recursos financeiros no valor de quase 275 milhões de dólares para viabilizar a ajuda humanitária no Iêmen pelos próximos três meses.

O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha, na sigla em inglês), citando informações de fontes locais, afirma que cerca de 150 mil pessoas foram desalojadas em razão dos conflitos que assolam o país, número 50% maior do que as estimativas anteriores da ONU.

"Milhares de famílias tiveram que abandonar suas casas em razão dos combates e dos ataques aéreos", afirmou o coordenador da ajuda humanitária da ONU no Iêmen, Johannes Van Der Klaauw, ressaltando que a população enfrenta dificuldades para ter acesso a cuidados médicos, água, alimentos e combustível.

O conflito no Iêmen danificou ou destruiu ao menos cinco hospitais, 15 escolas e os três principais aeroportos do país, além de duas pontes e fábricas, mercados, usinas de energia e instalações de saneamento, afirmou a agência. "Os serviços de abastecimento de água para um milhão de pessoas estão sob grave risco de colapso", alertou o Ocha.

Segundo o órgão, os serviços médicos no Iêmen registraram 767 mortes entre 19 de março e 13 de abril. "Os hospitais estão sobrecarregados, incluindo vítimas diretas da violência e muitas pessoas com queimaduras causadas por explosões", afirmou.

Antes mesmo do agravamento dos conflitos, a ONU já calculava que 61% da população iemenita necessitava de algum tipo de ajuda humanitária. A maior parte do valor de 273,7 milhões de dólares pedido pela ONU deverá ser destinada à ajuda alimentar para 2,6 milhões de pessoas. Estima-se que cerca de 100 mil toneladas de alimentos sejam necessárias todos os meses, mas o Programa Alimentar Mundial (PAM) alerta que os estoques atuais são de apenas 37 mil toneladas.

Na quinta-feira, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu um cessar-fogo imediato no Iêmen, alertando que o país está "em chamas". As declarações foram feitas após a renúncia do enviado da ONU ao Iêmen, o diplomata marroquino Jamal Benomar, que perdeu a confiança da Arábia Saudita e seus aliados, países que lutam contra os rebeldes xiitas houthi.

O secretário-geral disse que a organização busca um novo enviado, que possa assumir imediatamente o cargo para encontrar uma solução política para o conflito.

Nesta terça-feira, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução que impõe um embargo ao comércio de armas com os houthi e exige a retirada dos rebeldes dos territórios ocupados.

RC/rtr/afp/lusa

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