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Mundo

ONU insiste em ajuda humanitária imediata à Ásia

A solidariedade com as vítimas do maremoto na Ásia foi imediata. Resta saber se as doações prometidas serão liberadas a tempo. Conferência internacional em Genebra insiste na urgência de auxílio rápido.

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Acampamentos de emergência no Sri Lanka: perigo de epidemia ainda é grande


As Nações Unidas querem liberar o mais rápido possível os milhões de dólares prometidos para as vítimas da catástrofe na Ásia. Isso foi o que garantiu Jan Egeland, coordenador da ajuda humanitária da ONU, na abertura da conferência internacional de doadores, realizada nesta terça-feira (11), em Genebra. A conferência conta com a participação de 250 representantes de organizações humanitárias e de países doadores, entre os quais 35 ministros.

A fim de poder tomar as medidas de resgate e reconstrução mais urgentes, será necessário liberar até o fim do mês 977 milhões de dólares, dos quais 300 milhões em dinheiro até a próxima terça-feira. O montante total prometido pelos países doadores é de 2,69 bilhões de dólares.

Cerca de um bilhão servirá para providenciar alimentos básicos, tratamento médico e moradia para cinco milhões de pessoas durante um ano. Mais de duas semanas após o maremoto que assolou diversas regiões da Ásia, a ajuda prestada espontaneamente já tem resultados aparentes, segundo constatou Egeland. "Assim se conseguiu evitar uma segunda onda de destruição pela fome e por epidemias", declarou ele em Genebra.

Alemanha prioriza mulheres e crianças

Com sua doação de 500 milhões de euros, o governo alemão pretende concentrar a ajuda na assistência a mulheres e crianças, segundo anunciou a ministra alemã de Cooperação Econômica e Desenvolvimento, Heidemarie Wieczorek-Zeul, no início da conferência. "Em nosso auxílio às vítimas do maremoto, vamos priorizar a ajuda aos pobres e às pessoas mais gravemente afetadas, ou seja, mulheres e crianças", declarou a ministra.

Segundo Egeland, a ONU espera que os países cumpram o que prometeram e liberem a curto prazo as quantias anunciadas. Neste sentido, ele destacou o papel da mídia e da opinião pública como "medida disciplinar", caso as verbas prometidas não sejam pagas.

As organizações de ajuda humanitária que participaram da conferência também estão alertas quanto o cumprimento das promessas da comunidade internacional. Phil Bloomer, da organização britânica Oxfam, advertiu que os olhos do mundo inteiro estão voltados para esta conferência. As organizações querem garantias de que a ajuda financeira destinada à Ásia não será desviada de ações humanitárias em outras regiões.

Abrir mercado europeu para o Sri Lanka

No encerramento de sua viagem pelas regiões asiáticas devastadas pela catástrofe, o ministro alemão do Exterior, Joschka Fischer, anunciou que a Alemanha vai prestar ajuda imediata a regiões em reconstrução no Sri Lanka. Além disso, ele pretende se empenhar para que o país tenha acesso ao mercado europeu.

Segundo informações da Organização Mundial de Saúde (OMS), as duas próximas semanas serão decisivas para as vítimas. Até agora não eclodiu nenhuma epidemia nos acampamentos de emergência. Mas apenas em quinze dias será possível dizer com toda certeza se as vítimas estão realmente fora de perigo.

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