ONU funda agência para fomentar energias renováveis | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 26.01.2009
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Economia

ONU funda agência para fomentar energias renováveis

Conferência de fundação da Agência Internacional de Energias Renováveis da ONU (Irena) realizada em Bonn. Organização deverá fomentar cooperação entre os diversos países, em questões de energias renováveis.

default

Agência da ONU prestará assessoria sobre energia renovável

Delegações de mais de 100 países participaram, nesta segunda-feira (26/01) em Bonn, da conferência de fundação da Irena, sigla em inglês da Agência Internacional de Energias Renováveis das Nações Unidas Mais da metade dos países presentes à conferência se comprometeram a assinar o tratado que regulamenta a nova agência da ONU.

As delegações foram convidadas pelo governo de Berlim, de quem também partiu a iniciativa de fundação da Irena. A nova agência deverá fomentar a transição para fontes energéticas renováveis como sol, água, geotermia, vento, água e biomassa, e deverá funcionar como um contrapeso para a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e para a Agência Internacional de Energia (AIE).

Pelo lado alemão, participam da conferência o ministro do Meio Ambiente, Sigmar Gabriel, e a ministra da Cooperação Econômica, Heidemarie Wieczorek-Zeul. Segundo desejo de Berlim, a sede da nova agência deverá se localizar em Bonn, antiga capital da Alemanha.

Lobby para Bonn

Sigmar Gabriel auf IRENA Bonn 2009 mit Connie Hedegaard und Teresa Ribera Rodriguez

Sigmar Gabriel presidiu conferência em Bonn

Segundo o ministro Gabriel, que preside a conferência, uma organização de fomento às energias renováveis é urgentemente necessária. O desenvolvimento de tais fontes energéticas é bloqueado por obstáculos que só poderão ser superados através de um esforço político conjunto, afirmou. Segundo o ministro, o mercado ainda estaria deturpado por subvenções a fontes energéticas convencionais. Para Gabriel, a nova agência da ONU teria a função de "assessora neutra" para o tema da energia alternativa.

"Não se trata somente de ajudar empresas, mas sim de ajudar Estados", afirmou Gabriel à emissora RBB. A intenção não é simplesmente "entregar-se ao trabalho de lobby", mas, na forma de uma assessoria neutra, mostrar exemplos de como energias alternativas poderiam funcionar nos diferentes países, explicou.

O governo alemão não esconde, no entanto, o lobby que faz para que a sede da nova agência seja instalada em Bonn. Gabriel informou que a cidade de Bonn já é sede de diversas organizações da ONU, inclusive do Secretariado do Clima das Nações Unidas, oferecendo assim "condições excelentes" para sediar a Irena.

Organizações ambientais saúdam nova agência

BdT Einzug ins UNO Gebäude beginnt

Prédio da ONU em Bonn

Organizações de proteção ambiental também acreditam que a maioria dos países precisa ser mais bem assessorada quanto às metas político-energéticas. A Nabu (Federação de Proteção Ambiental da Alemanha) saudou a nova cooperação entre países industrializados, emergentes e em desenvolvimento em matéria de proteção climática. A ONG alemã é da opinião que organizações como a AIE negligenciaram por tempo demais o potencial tecnológico, ecológico e econômico das energias renováveis.

"A Agência Internacional de Energia apostou, até agora, na renascença da energia atômica e na exploração global das últimas reservas de carvão, petróleo e gás natural. Isso não condiz com os desafios climáticos e político-energéticos do século 21 e provocará uma destruição ambiental em proporções ainda não vistas", afirmou Olaf Tschimpke, presidente da Nabu.

Na conferência da ONU em Nairóbi, em 1981, foi mencionada pela primeira vez a fundação de uma agência de fomento às energias renováveis. A idéia foi desenvolvida em diversas outras conferências, até a Alemanha, em 2008, fazer propostas concretas na Conferência Internacional de Energias Renováveis em Washington.

O incentivo à fundação de Irena também fez parte do acordo que regulamenta a grande coalizão do governo alemão, assinado em 2005.

Leia mais