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Mundo

ONU encerrará missão de observadores na Síria

Conselho de Segurança anunciou que enviados serão retirados do país após fim do mandato, em 19 de agosto. Condições para renovar a missão não foram cumpridas. Organização pretende criar escritório político no país.

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou nesta quinta-feira (16/08) que não renovará o mandato da missão de observadores na Síria. Os enviados serão retirados do país, informou o embaixador francês na ONU, Gérard Araud.

"O mandato terminará em 19 de agosto", disse Arau, que preside o Conselho de Segurança durante o mês de agosto. De acordo com o embaixador, as condições para renovar a missão não foram cumpridas. A retirada ocorre na sequência do fracasso do plano de paz desenhado pelo ex-enviado especial, Kofi Annan.

Segundo Araud, a ONU continuará, porém, presente na Síria. Em uma carta ao secretário-geral da organização, Ban Ki-moon, o embaixador francês declarou apoio à abertura de um escritório político em Damasco. A repartição terá de 20 a 30 funcionários, incluindo conselheiros militares e especialistas em direitos humanos.

O embaixador da Rússia na ONU, Vitaly Churkin, informou que os membros permanentes do Conselho de Segurança – Rússia, China, EUA, França e Reino Unido – se reunirão nesta sexta-feira (16/08) em Nova York para discutir a questão síria.

"Lamentamos que o mandato da missão esteja chegando ao fim", disse Churkin. "Acreditamos que os membros do Conselho que insistiram em dizer que a missão não pode continuar não mostraram comprometimento para acabar com a hostilidade e trabalhar rumo à estabilidade política na Síria."

Ban Ki-moon

Ban: "Missão não foi capaz de exercer suas funções-chave de monitorar o cessar da violência"

A Rússia pediu repetidamente que os observadores permanecessem na Síria. Mas os Estados Unidos se opõem a mantê-los no país enquanto as forças do presidente sírio, Bashar Al-Assad, continuarem a intensificar a ofensiva contra a oposição, cada vez mais armada e determinada.

Com o apoio de Pequim, Moscou vetou três resoluções criticando e ameaçando sanções contra a Síria. Isso levou a um impasse no Conselho, dizem diplomatas da ONU.

Intensificação da violência

O Conselho de Segurança disse em julho que renovaria o mandato da missão, enviada em abril, somente se a ONU confirmasse o "cessar do uso de armas pesadas e uma redução suficiente no nível de violência de todas as partes".

Em carta enviada ao Conselho em 10 de agosto, Ban disse que isso não havia sido alcançado e que a missão "não fora capaz de exercer suas funções-chave de monitorar o cessar da violência".

Os 300 observadores não armados enviados inicialmente suspenderam a maior parte de suas atividades em 16 de junho por conta de riscos com o aumento da violência. Atualmente, a missão conta com 70 funcionários, trabalhando em assuntos como acesso à ajuda humanitária e monitoramento de abusos contra os direitos humanos.

Enquanto isso, agrava-se a situação na metrópole Síria Aleppo, epicentro da batalha entre as tropas do regime Assad e a oposição armada. Nesta quinta-feira, ativistas relataram que as forças sírias atacaram um grupo de pessoas nos arredores de uma padaria no bairro de Qadi Askar. Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, dez pessoas morreram somente no bairro nesta quinta-feira.

LPF/rtr/afp/dpa
Revisão: Francis França

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