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Mundo

ONU e UE lançam programas de ajuda humanitária

A UE anunciou a liberação de 50 milhões de euros para, entre outros, socorrer a população de refugiados no Líbano. Segundo a ONU, que iniciou um programa humanitário de três meses, situação a médio prazo é gravíssima.

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Suprimentos da ONU no Chipre, a caminho de Beirute

Cerca de 500 mil pessoas que, antes do início do conflito, se encontravam no sul do Líbano ou em outras regiões afetadas tentam atualmente escapar. Estrangeiros contam com o auxílio de embaixadas para deixar o país relativamente rápido, mas muitos libaneses não têm esta opção. Forçados a deixar tudo para trás, sua situação depende de encontrarem abrigo e mantimentos em outro lugar.

Para evitar uma catástrofe, a União Européia anunciou a liberação de um pacote de ajuda humanitária no valor de 50 milhões de euros. Destes, dez milhões serão utilizados imediatamente para amenizar o sofrimento da população refugiada. Na semana passada, a UE já havia concedido outros dez milhões.

O comissário do Desenvolvimento e Ajuda Humanitária da UE, Louis Michel, pediu aos envolvidos no conflito que facilitem o acesso às forças de auxílio. "É preciso criar urgentemente corredores seguros", disse.

UN-Truppen im Libanon

Acesso é difícil até para veículos da ONU

A Comissão Européia destinará 11 milhões de euros para auxiliar o retorno de cerca de dez mil refugiados de nações em desenvolvimento a seus países. Segundo estatísticas, há cerca de 200 mil trabalhadores oriundos desses países no Líbano.

Pela primeira vez desde seu fechamento há duas semanas, um avião pousou no Aeroporto de Beirute: a aeronave militar da Jordânia trazia alimentos e outros bens de emergência a pedido da ONU.

ONU lança programa humanitário

Também para evitar problemas de abastecimento que poderiam levar a uma catástrofe humanitária, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas deu início em Roma a um programa emergencial de assistência a refugiados.

O primeiro navio vindo do porto italiano de Bari já atracou em Beirute. O programa da ONU não distribui apenas bens enviados por países europeus, mas também alimentos, tendas e medicamentos que o governo libanês colocou à disposição de refugiados no sul do país.

O PMA caracterizou como "simbólico" o primeiro volume enviado a Beirute no último domingo (23/07). "São 25 toneladas de biscoitos nutrientes, necessários nessa primeira fase de emergência", disse Marta Laurenzio, porta-voz da organização. "Nosso pessoal tenta avaliar a gravidade da situação, que muda de minuto a minuto. Mas dezenas de milhares deixaram suas casas, disso estamos certos."

Segurança é incerta

Os caminhos não são longos. A viagem pelo mar de Bari a Beirute não demora e da capital ao sul do país são apenas cem quilômetros – distância que será percorrida na quarta-feira (26/07) por um comboio de dez caminhões carregados com 90 toneladas de alimentos.

Mesmo assim, o PMA está cético quanto ao sucesso do transporte. "É o primeiro transporte de alimentos desde a escalada do conflito", disse Laurenzio. A passagem dos veículos ainda está sendo negociada, assim como o atracamento de navios no porto de Beirute, que está bloqueado.

Alcançar a região pela fronteira com Israel seria mais fácil, mas Israel não permite a passagem nem de ajuda humanitária. Nem mesmo funcionários da missão da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil) podem proteger o comboio, que viaja sem escolta, seus funcionários munidos apenas de coletes à prova de balas e capacetes azuis

Enquanto em Beirute o preço de bens alimentícios subiu 50%, no interior a população tem de pagar 60% a mais por pão, frutas e legumes, isso se encontrarem loja aberta. Segundo o PMA, a médio prazo esses refugiados correm o risco de morrer de fome. Mesmo apesar das declarações do governo israelense de que o conflito se estenderá por apenas sete a dez dias, o auxílio do PMA está programado para durar três meses.

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