ONU e Estados Unidos suspendem sanções contra a Líbia | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 17.12.2011
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Mundo

ONU e Estados Unidos suspendem sanções contra a Líbia

Dois meses após a morte de Kadafi, governo de transição poderá fazer uso dos recursos bilionários que se encontravam bloqueados no exterior. Secretário norte-americano de Defesa vai à Líbia avaliar situação no país.

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Abdel Rahim al-Kib, primeiro-ministro interino da Líbia

O secretário norte-americano de Defesa, Leon Panetta, chegou neste sábado (17/12) à Líbia, um dia após os EUA e o Conselho de Segurança da ONU terem anunciado a retirada de sanções contra o país. Com isso, o governo líbio de transição poderá lançar mão de somas bilionárias que o regime do ex-ditador Muamar Kadafi havia guardado no exterior antes dos conflitos armados recentes que assolaram o país.

Só os norte-americanos haviam congelado 30 bilhões de dólares pertencentes ao governo líbio. O Conselho de Segurança da ONU havia bloqueado um total de 150 bilhões de dólares mantidos no exterior pelo Banco Central e pelo Banco de Comércio Exterior da Líbia. A liberação do dinheiro exclui, por enquanto, os recursos de propriedade da família Kadafi e de alguns representantes do antigo governo do país.

Sanções contra o regime de Kadafi

Libyen Plakat von Muammar al Gaddafi auf der Erde in Tripolis

Cartaz com rosto de Kadafi: fim de uma era

As sanções foram aplicadas pela comunidade internacional como represália à brutalidade com que o regime de Kadafi agia contra a população do país desde o início do ano. Na semana passada o novo governo já havia pedido a suspensão das sanções.

Kadafi foi morto em outubro passado durante a tomada de sua cidade natal, Sirte, por tropas do Conselho Nacional de Transição. Desde então, o governo de transição espera a liberação dos recursos, que deverão ser empregados na reconstrução do país após os sérios confrontos ali ocorridos.

Panetta viajou a Trípoli a fim de avaliar pessoalmente a situação. Ele reúne-se com o primeiro-ministro interino da Líbia, Abderrahim Al-Kib. Os EUA foram um dos principais países atuantes na missão militar da Otan, que levou à queda de Kadafi.

Autor: Michael Borgers (sv)
Revisão: Mariana Santos

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