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Mundo

ONU critica "efeitos colaterais" da guerra

Os EUA e seus aliados só anunciam as baixas nas frentes de batalha. Não há menção do número de civis atingidos, critica a comissária de Direitos Humanos da ONU.

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A comissária Mary Robinson criticou o comando militar americano

Enquanto os aliados anunciavam a morte de 400 combatentes da Al Qaeda e talibãs na Operação Anaconda, a comissária dos Direitos Humanos da ONU, Mary Robinson, criticava o comando dos Estados Unidos na guerra do Afeganistão.

"Eu não posso aceitar que a operação cause os chamados efeitos colaterais em lugarejos e não se mencione nem número, nem nome dos mortos", disse ela em entrevista ao semanário alemão Die Zeit, editado em Hamburgo. "Efeitos colaterais" é sinônimo de civis mortos, consagrado pela OTAN na guerra de Kosovo para se referir às vítimas não-militares dos bombardeios na Iugoslávia.

Robinson declarou-se "muito preocupada" com a ofensiva iniciada pelos EUA e seus aliados na sexta-feira passada, no leste do Afeganistão. Ela goza de grande prestígio entre as organizações ativistas dos direitos humanos por suas críticas à superpotência mundial. Em janeiro passado, a irlandesa destacou-se com suas críticas ao tratamento dos prisioneiros da Al Qaeda e talibãs, na base americana de Guantánamo, em Cuba.

Dada a resistência feroz dos inimigos, as tropas lideradas pelos EUA esperam que a conquista das últimas posições da Al Qaeda e dos talibãs demore ainda pelo menos uma semana.