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Ciência e Saúde

ONU considera planos de redução de emissões insuficientes

Após analisar propostas de 146 países, chefe da Convenção do Clima afirma que elas são passo positivo, mas não bastam para limitar a alta da temperatura global a 2 graus Celsius.

As promessas de redução de emissões de poluentes feitas por uma série de governos são um passo positivo, porém insuficiente para se atingir uma meta climática global, afirmou nesta sexta-feira (30/10) a chefe da Convenção do Clima da ONU, Christiana Figueres.

Segundo a ONU, os planos apresentados por 146 países para a Conferência do Clima de Paris, a ser realizada em dezembro, poderiam reduzir as emissões de gases do efeito estufa globais per capita em até 8% até 2025 e 9% até 2030, em relação aos níveis de 1990.

Ao apresentar em Berlim o resumo dos planos nacionais para o combate ao aquecimento global, Figueres disse que, se a comunidade internacional não agir em conjunto e de forma determinada, as temperaturas médias globais poderão subir entre 4 e 5 graus Celsius até 2100, tendo por base as estimativas feitas recentemente pela Agência Internacional da Energia (AIE).

A representante da ONU salientou que, mesmo que os 146 países implementem totalmente as medidas que apresentaram até o momento, a elevação das temperaturas médias globais atingirá os 2,7 graus Celsius, o que significa que os cortes propostos são "insuficientes".

Cientistas afirmam que um aumento da temperatura global de mais de 2 graus Celsius poderia resultar num impacto profundo e irreversível sobre o clima, incluindo a inundação de cidades costeiras e ilhas e danos à agricultura.

Figueres, no entanto, destacou o "compromisso verdadeiramente sem precedentes" da comunidade internacional, já que todos os países industrializados, "sem exceção", bem como 75% dos emergentes, apresentaram planos para a redução de emissões de gases do efeito de estufa.

A Conferência do Clima de Paris, a ser realizada entre 30 de novembro e 11 de dezembro, tem como objetivo delinear um acordo global e vinculativo para o combate às mudanças climáticas. "Haverá um acordo, porque só vejo a vontade política de todos os governos crescer", disse Figueres.

LPF/lusa/ap/rtr/efe

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