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Alemanha

ONU: combate à Aids é questão de vontade política

O Unaids, programa da ONU de combate à síndrome de imunodeficiência, cobra da comunidade internacional maior ajuda aos países pobres.

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Na abertura da 14ª Conferência Internacional sobre a Aids, que se realiza de 7 a 12 de julho em Barcelona, na Espanha, o presidente do Programa das Nações Unidas para o Combate à Aids (Unaids), Peter Piot, conclamou o mundo a não permitir que se repita em outros continentes o que ocorre hoje na África, onde a epidemia se dissemina com grande rapidez, e a não deixar aquele continente sozinho com seus problemas.

Na opinião de Piot, o que falta para um combate mais eficiente à Aids no mundo é a vontade política. Representantes de ONGs pleiteiam na conferência que os medicamentos sejam colocados ao alcance também dos doentes nos países pobres. Participam do encontro 15 mil delegados: cientistas, médicos, pesquisadores, entidades de apoio aos soropositivos e aidéticos, bem como representantes dos infectados.

Medicamentos para todos — Nos países industrializados do Ocidente, um grande número de pacientes afetados pela imunodeficiência consegue sobreviver graças aos caros coquetéis de medicamentos. Cerca de 500 mil pessoas já foram submetidas a tratamentos especializados nesses países, onde o número de mortos por Aids sobe a 25 mil. Na África, por sua vez, onde apenas 30 mil doentes estão sendo tratados, a síndrome já matou 2,2 milhões de pessoas.

Para tornar mais eficiente a prevenção e o combate à epidemia, seriam necessários 10 bilhões de dólares anuais. Atualmente, a comunidade internacional destina 3 bilhões de dólares para essa finalidade. Cerca de dois terços do montante necessário precisariam ser disponibilizados pelos países ricos do Hemisfério Norte, pleiteia Piot. E completa: "Isso é de seu próprio interesse e não mera caridade". A síndrome da imunodeficiência ameaça desestabilizar vários países africanos, o que pode se tornar um grande risco para os países industrializados.

Combate à pobreza e fortalecimento do papel da mulher Para o deputado espanhol no Parlamento Europeu, José María Mendiluce, o combate à epidemia tem que se concentrar num outro patamar, ou seja, no combate à pobreza e à exclusão social. "Para mais da metade da população mundial, um desenvolvimento sustentável e um outro modelo de relações econômicas internacionais seriam a melhor prevenção. A pobreza é a pior epidemia do mundo", disse ele na abertura da conferência.

Em muitos dos países afetados pela Aids, o fortalecimento do papel da mulher na sociedade é o maior desafio. Nas sociedades africanas sobretudo, é difícil impor o reconhecimento do direito da mulher à autodeterminação e à segurança nas relações sexuais. Além disso, mesmo nos países industrializados, o esclarecimento é um dos aspectos mais urgentes, já que o sucesso das terapias levou em muitas partes a um descuido das medidas preventivas.

Ao lado do fomento à pesquisa, principalmente com a finalidade de desenvolver uma vacina, o mundo necessita de uma política responsável para prevenir e combater a Aids com eficiência, esta é a mensagem mais importante da conferência de Barcelona. (lk)