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Mundo

ONU aprova resolução sobre armas químicas na Síria

Conselho de Segurança pede estabelecimento de mecanismo de investigação para identificar responsáveis por ataques que mataram centenas de civis. Governo sírio nega envolvimento e acusa forças rebeldes.

O Conselho de Segurança da ONU adotou por unanimidade nesta sexta-feira (07/08) uma resolução com o objetivo de identificar os responsáveis pelo uso de armas químicas na Síria, que mataram e feriram civis ao longo dos últimos dois anos.

A resolução pede que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em coordenação com a direção da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPCW), apresente dentro de 20 dias recomendações para o estabelecimento de um mecanismo de investigação conjunta para identificar indivíduos, entidades, grupos ou governos envolvidos nos ataques na Síria.

Em março deste ano, o Conselho de Segurança da ONU já havia aprovado uma resolução com a ameaça aplicar medidas, incluindo sanções, para punir o uso de armas químicas na Síria.

A resolução desta sexta-feira, também esboçada pelos EUA, foi adotada um dia depois de

Washington entrar em acordo com a Rússia

sobre um pedido formal à ONU para investigar o uso de armas químicas da Síria. Moscou apoia o governo do presidente sírio, Bashar al-Assad.

A Síria concordou em destruir suas armas químicas em 2013, para evitar investidas militares dos EUA que surgiram como ameaça após um ataque com gás sarin que matou centenas de civis num subúrbio de Damasco.

Desde então, a OPCW constatou que o gás cloro foi usado "sistematicamente" como arma, sem estabelecer os culpados. Na maioria das vezes, as bombas teriam sido jogadas de helicópteros.

O estoque declarado da Síria de armas químicas foi destruído, mas a OPCW ainda investiga a existência não declarada desse tipo de armamento. O gás cloro não é oficialmente considerado um artefato de guerra e não estava entre as substâncias químicas declaradas pela Síria, mas seu uso como arma é ilegal.

Na Síria, forças do governo e da oposição negaram o uso de armas químicas. Potências ocidentais acusam o governo pelos ataques, enquanto o regime Assad e a Rússia responsabilizam forças rebeldes.

LPF/rtr/ap

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