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Mundo

ONU aprova resolução para caminho livre à ajuda humanitária na Síria

Com apoio da Rússia e da China, Conselho de Segurança das Nações Unidas pede que governo e oposição síria garantam acesso da população a remédios e mantimentos. Resolução, porém, não prevê sanções.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou neste sábado (22/02) uma resolução pedindo que o governo da Síria e a oposição permitam imediatamente a passagem de ajuda humanitária para a população de todas as partes do país. A proposta foi aprovada até mesmo pela Rússia e pela China, aliadas do presidente Bashar al-Assad. Em três outras oportunidades, russos e chineses haviam vetado resoluções contra a Síria.

Depois de ameaçar com um veto, a Rússia acabou assinando o texto apresentado pela Austrália, Luxemburgo e Jordânia, e apoiado pelo Reino Unido, pelos Estados Unidos e pela França.

Foi a primeira resolução contra Damasco. A anuência de Moscou e Pequim é vista como uma dura mensagem a Assad, cujo governo é acusado de sérias violações a direitos civis na tentativa de permanecer no poder.

Eficácia questionável

Alguns diplomatas, porém, duvidam da eficácia desta resolução por ela não prever sanções automáticas que possam forçar Damasco a abrir caminho para os veículos com mantimentos e remédios. No entanto, o texto expressa a intenção do conselho de "tomar outras medidas" caso a resolução não seja implementada.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse, imediatamente após a votação, que uma resolução "não deveria ser necessária", pois "ajuda humanitária não é algo que deve ser negociado – mas sim algo que deve ser permitido em virtude de lei internacional". Segundo Ban, metade da população da Síria precisa de ajuda imediatamente.

No dia 8 deste mês um comboio da ONU e da Organização Crescente Vermelho que levava ajuda humanitária à cidade histórica de Homs sofreu

um ataque

. Não houve mortos. As Nações Unidas afirmam que 9,3 milhões de pessoas precisam de ajuda no país.

O Conselho de Segurança da ONU já tinha adotado, em outubro do ano passado, uma declaração na qual pedia melhor acesso da ajuda humanitária na Síria, mas esta acabou por não ter qualquer efeito. Confrontos entre tropas leais a Damasco e forças da oposição já duram quase três anos e, segundo ativistas, já mataram mais de 136 mil pessoas.

MSB/ap/afp/lusa

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