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Mundo

ONU: Apesar de perdas, EI ainda representa séria ameaça

Relatório do Conselho de Segurança aponta que "Estado Islâmico" está se adaptando à pressão militar na Síria e no Iraque. Remessas do exterior possibilitam ataques terroristas internacionais, particularmente na Europa.

Combatentes do Estados Islâmico no Iraque, em 2014, com bandeira do grupo

Combatentes do "Estados Islâmico" no Iraque, em 2014

Um relatório divulgado pelo Conselho de Segurança da ONU nesta quinta-feira (10/08) aponta que o grupo "Estado Islâmico" (EI) está se adaptando à pressão militar no Iraque e Síria e, apesar dos intensos bombardeios da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, os jihadistas ainda representam uma séria ameaça ao Oriente Médio e a outras partes do mundo. 

Novas evidências apresentadas por especialistas ao Conselho de Segurança indicam que a estrutura de comando e controle do grupo extremista não foi destruída completamente. Um exemplo disso é a tentativa do grupo de retomar a cidade iraquiana de Mossul, que foi retomada por forças iraquianas com o apoio dos EUA em julho. 

Leia mais: O futuro do "Estado Islâmico" pós-califado

De acordo com o documento, responsabilidades têm sido delegadas a comandantes locais, e o grupo passou a criptografar suas comunicações. Além disso, os jihadistas têm construído seus próprios drones, visando espionagem e bombardeios.

Assistir ao vídeo 03:26

De refém do "Estado Islâmico" a caçador de terroristas

Apesar de a situação financeira do grupo ter ficado mais precária, o EI ainda consegue fundos a partir de lucros do petróleo e cobrança de impostos das populações locais sob seu controle.

O grupo também recebe remessas a partir do exterior, o que lhe garante condições de "motivar e possibilitar" ataques terroristas internacionais, particularmente, na Europa, que ainda desempenha um papel-chave para os jihadistas. As transferências são difíceis de serem detectadas, porque frequentemente os valores são pequenos.

Diante da perda de território na Síria e no Iraque, o grupo terrorista tem tentado expandir sua influência para o Sudeste Asiático, como as Filipinas, diz o relatório.

Jihadistas que combateram na Síria e Iraque e retornam para seus países de origem, muitos deles menores de idade, representam uma ameaça. Segundo os especialistas, os que retornam requerem "atenção especial e estratégias que levem em conta proteções legais oferecidas a menores de idade".

KG/afp/ots

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