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Mundo

ONU afirma que armas químicas foram usadas em larga escala na Síria

Teor de relatório, que confirma o uso de gás sarin em ataque que deixou centenas de civis mortos na Síria, vaza em foto distribuída pela ONU. Em Paris, John Kerry diz que opção de intervenção militar não está descartada.

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Ban Ki-Moon recebe de Ake Sellstrom relatório que confirma uso de armas químicas na guerra civil síria

De acordo com um relatório da ONU a ser divulgado nesta segunda-feira (16/09), armas químicas foram usadas em larga escala na guerra civil que assola a Síria, e há claras evidências de que gás sarin foi a causa da morte de centenas de civis no ataque ocorrido em Ghouta, subúrbio de Damasco, em 21 de agosto.

A informação pode ser vista numa fotografia disponibilizada pela própria ONU, em que o chefe dos inspetores de armas químicas, Ake Sellstrom, entrega o relatório ao secretário-geral da organização, Ban Ki-moon. Os EUA afirmam que o ataque com gás sarin na localidade deixou cerca de 1.400 mortos.

"Com base na evidência obtida durante a investigação do incidente em Ghouta, a conclusão é que armas químicas foram usadas no conflito em curso entre as partes na Síria contra civis, incluindo crianças, numa escala relativamente grande", diz o relatório, que ainda confirma que amostras coletadas fornecem provas claras de que foi realizado um ataque com gás nervoso sarin.

Pouco depois, Ban Ki-moon confirmou o conteúdo do relatório, ao afirmar perante o Conselho de Segurança da ONU que os investigadores confirmaram, de forma inequívoca e objetiva, que armas químicas foram usadas na Síria. "Isso é um crime de guerra", acrescentou.

Os resultados da investigação de Sellstrom não são surpreendentes. Há várias semanas, a secretário de Estado dos EUA, John Kerry, assegurou que gás sarin havia sido utilizado no ataque químico em Ghouta. Mesmo com o vazamento do relatório, não está claro, ainda, se o texto incluirá detalhes que sugiram culpa do governo da Síria. O mandato de Sellstrom é limitado a investigar fatos e não a atribuir culpa.

"Opção militar segue em cima da mesa"

Kerry Fabius Hague beim Treffen zu Syrien in Paris 16.09.2013

Kerry (dir.) disse que se Assad vai sofrer consequências se não entregar armas químicas

Kerry disse nesta segunda-feira que não serão toleradas "medidas protelatórias" por parte do regime do presidente Bashar al-Assad para entregar seu arsenal químico e que, em caso de descumprimento, "haverá consequências". As declarações foram feitas em Paris após encontro com os ministros do Exterior da França, Laurent Fabius, e do Reino Unido, William Hague.

"Se o regime de Assad não cumprir... ninguém deve achar que não haverá consequências", ameaçou Kerry. O secretário de Estado lembrou que o presidente Barack Obama preveniu que, "se a diplomacia fracassar, a opção militar segue em cima da mesa".

Perguntado se Moscou aceitará a ameaça, o chefe da diplomacia americana argumentou que, no acordo obtido na semana passada em Genebra com o chanceler russo, Serguei Lavrov, está previsto explicitamente o recurso ao "capítulo 7" das resoluções do Conselho de Segurança da ONU, quer dizer, sanções em caso de descumprimento.

Kerry, da mesma forma que Fabius e Hague, afirmou que o compromisso para o desmantelamento das armas químicas nas mãos de Assad não é incompatível com a estratégia desses três países de fortalecer a oposição da Coalizão Nacional Síria.

"Assad perdeu toda legitimidade para governar seu país e mantemos nosso compromisso com a oposição", disse Kerry, que garantiu, no entanto, que a comunidade internacional seguirá trabalhando para uma solução política.

FC/efe/afp/rtr/ap

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